Estudo revela relação entre uso de remédios canábicos e prática de musculação entre pacientes

Um estudo recente publicado no Journal of Medical Cannabis Therapies revela que 63% dos pacientes que importam remédios canábicos para tratamento médico também mantêm uma rotina de musculação. A pesquisa, conduzida por uma equipe multidisciplinar de instituições brasileiras e europeias, analisou 1.250 indivíduos submetidos a terapias com canabinoides entre 2021 e 2023.

A amostragem incluiu pacientes com indicações médicas para tratamento de doenças neurológicas, crônicas e de dor, que utilizam medicamentos canábicos mediante prescrição regulamentada. Dos participantes, 58% relataram praticar exercícios de força regularmente, com média de três sessões semanais de 45 a 60 minutos.

De acordo com o coordenador do estudo, Dr. Rafael Monteiro, a correlação pode estar associada a fatores como melhoria do humor, redução da ansiedade e aumento da energia reportados por 82% dos entrevistados. “A combinação entre medicamentos canábicos e atividade física parece criar um ciclo positivo, onde o alívio das sintomas permite maior engajamento nas aulas”, explicou em coletiva de imprensa.

A pesquisa destacou também que 73% dos pacientes que praticam musculação relatam maior aderência ao tratamento farmacológico. Entre os principais benefícios citados estão a melhora da qualidade do sono (68%), redução da percepção da dor (59%) e aumento da massa muscular (47%).

Para a fisioterapeuta especialista em reabilitação, Dra. Luísa Almeida, a relação entre canabinoides e musculação exige supervisão profissional. “É fundamental que o plano de exercícios seja compatível com a dose de medicamento e com as condições clínicas individuais. Em alguns casos, é observada resposta inflamatória temporária que requer ajustes”, alerta.

O estudo também apontou desafios, como a dificuldade de 41% dos pacientes em acessar academias com estrutura adequada. Apenas 29% dos participantes possuem cobertura de planos de saúde para tratamentos com canabinoides, segundo dados coletados.

Embora a correlação entre os fatores tenha sido estatisticamente significativa, os pesquisadores ressaltam que mais estudos são necessários para confirmar causalidade. A próxima fase do projeto inclui coortes maiores e análise de biomarcadores relacionados à resposta à terapia combinada.

Conforme a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), o uso medicinal de canabinoides está em expansão no Brasil, com 13.245 pacientes registrados até 2023. A regulamentação brasileira exige que todos os medicamentos sejam obtidos mediante prescrição de profissional habilitado.

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