
Na tarde do último sábado, 23 de setembro de 2023, a seleção brasileira de basquete feminino viu seus sonhos de conquista no Mundial da FIBA se esvanecerem após uma derrota amarga para a equipe da China, em uma partida realizada na cidade de Sydney, Austrália. O revés, com um placar final de 79 a 55, resultou na eliminação prematura do Brasil na fase de grupos do torneio.
A equipe brasileira entrou em quadra com a esperança de uma vitória que pudesse garantir sua qualificação para as oitavas de final. No entanto, desde o início da partida, as jogadoras da China demonstraram um controle absoluto do jogo. Lideradas pela armadora Xu Han, que somou 23 pontos e 8 rebotes, a equipe chinesa impôs seu ritmo rapidamente, conseguindo uma vantagem de 20 pontos no primeiro tempo e nunca permitindo que o Brasil se aproximasse.
O jogo foi caracterizado por uma defesa sólida da equipe chinesa e uma ineficácia no ataque brasileiro. O técnico da seleção brasileira, José Neto, reconheceu a superioridade adversária ao final da partida. Ele destacou a dificuldade que sua equipe teve para lidar com a pressão defensiva imposta pela China e a incapacidade de converter as oportunidades de ataque.
Durante a competição, o Brasil enfrentou desafios significativos, incluindo lesões de jogadoras-chave e um período de preparação reduzido. A presença de estrelas como Raphaella Monteiro e Erica de Souza foi sentida, mas não foi suficiente para superar a pressão do torneio.
Com a eliminação, o Brasil encerra sua participação no Mundial em uma fase que muitos consideravam um retrato da crescente competitividade no basquete feminino a nível global. A seleção brasileira, que almejava alcançar as oitavas de final, agora tem um longo caminho pela frente para se recuperar e se preparar para futuras competições, incluindo as eliminatórias para os Jogos Olímpicos de Paris em 2024.
Os torcedores lamentaram a saída prematura, uma vez que o basquete feminino no Brasil vinha em ascensão, com uma base de fãs cada vez mais engajada e um aumento no investimento em categorias de base. O desempenho da seleção feminina nesta competição será avaliado como uma oportunidade de aprendizado e desenvolvimento, enfatizando a necessidade de uma estrutura de apoio contínuo ao esporte feminino no país.
A próxima edição da Copa do Mundo de Basquete Feminino está marcada para 2026, e a seleção brasileira agora terá o tempo necessário para refletir sobre os erros cometidos e buscar uma nova estratégia que a coloque novamente entre as melhores do mundo.
As análises pós-jogo também destacam a importância da continuidade do investimento em infraestrutura e formação de novas atletas no Brasil, para que o país se torne uma potência não apenas no basquete masculino, mas também feminino.
Enquanto isso, a seleção chinesa avança na competição, com grandes perspectivas diante de suas atuações consistentes, que a colocam como uma forte candidata ao título. O desempenho da equipe asiática nesta edição do campeonato reflete não apenas a habilidade técnica de suas jogadoras, mas também o sucesso de um trabalho maduro e estruturado ao longo dos anos.
A eliminação do Brasil, portanto, é um convite à reflexão sobre o presente e o futuro do basquete feminino no país, bem como uma oportunidade de fortalecimento para a próxima jornada internacional.



