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Presidente do Santos admite jogos na capital e explica problemas no gramado da Vila Belmiro

O presidente do Santos, Marcelo Teixeira, admitiu que o clube poderá realizar partidas na capital paulista diante das condições do gramado da Vila Belmiro. A possibilidade foi apresentada como uma alternativa para preservar o campo e garantir uma estrutura adequada para os compromissos da equipe.

Segundo o dirigente, o problema não está relacionado apenas à aparência da grama. A avaliação envolve fatores como a qualidade do piso, a capacidade de recuperação entre os jogos e a necessidade de intervenções para melhorar o campo. O estádio santista tem recebido partidas com frequência, o que aumenta o desgaste do gramado ao longo da temporada.

A Vila Belmiro é a principal casa do Santos e tem valor histórico para o clube. Por isso, a transferência de partidas para outros estádios não é tratada como uma mudança definitiva. A medida seria utilizada de forma pontual, caso a diretoria entenda que o campo precise de um período maior de manutenção.

Entre as alternativas possíveis na capital estão estádios como o Morumbis e a Neo Química Arena. A escolha, no entanto, depende de disponibilidade, custos operacionais, logística e acordos com os administradores das arenas. Até o momento, a possibilidade de atuar em São Paulo é considerada uma opção de planejamento, e não uma confirmação de mudança do mando de campo.

Marcelo Teixeira explicou que a condição do gramado precisa ser acompanhada de maneira técnica. O objetivo é evitar que o piso prejudique o desempenho dos jogadores ou aumente o risco de lesões. A preocupação também se estende à realização de atividades de treinamento e à recuperação do campo entre uma partida e outra.

A situação do gramado ocorre em um período de calendário apertado para o futebol brasileiro. Além das competições estaduais e nacionais, os clubes precisam lidar com viagens, partidas consecutivas e mudanças climáticas, fatores que podem acelerar a deterioração dos campos. No caso da Vila Belmiro, a proximidade entre os jogos reduz o tempo disponível para reparos.

A diretoria santista deverá avaliar a evolução do gramado antes de definir onde serão disputados os próximos compromissos como mandante. A decisão também dependerá do calendário oficial e das condições oferecidas pelos estádios disponíveis na capital.

A possibilidade de levar partidas para São Paulo não representa, portanto, o abandono da Vila Belmiro. A medida seria uma estratégia temporária para preservar o estádio e permitir que o Santos tenha um campo em condições adequadas durante a temporada.

O clube ainda não informou um cronograma definitivo para eventuais intervenções no gramado nem confirmou quais jogos poderiam ser transferidos. A definição deverá ser comunicada após novas avaliações técnicas e o alinhamento com os organizadores das competições.

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