
O Projeto de Rota Turística e Museu do Cruzeiro em Belo Horizonte (BH) está em fase de estudos detalhados pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), com o objetivo de transformar a capital mineira em um polo de atratividade cultural e econômica. A iniciativa, que prevê a criação de um circuito cultural integrado a pontos turísticos existentes, busca celebrar o legado histórico e esportivo do clube, além de impulsionar o turismo local.
O estudo, liderado por uma comissão da ALMG, inclui a análise de viabilidade técnica, ambiental e financeira da proposta. Entre as possibilidades discutidas estão a construção de um museu interativo no bairro Savassi e a adaptação do estádio Mineirão para integrar o circuito. A prefeitura de BH já manifestou interesse em colaborar com a iniciativa, destacando o potencial de geração de empregos e a valorização do patrimônio local.
De acordo com o presidente da comissão, deputado estadual João Silva, o projeto alinha-se às metas do Plano Municipal de Turismo, aprovado em 2022. “A rota turística do Cruzeiro não apenas homenageia um dos símbolos mais representativos do estado, mas também oferece uma nova perspectiva para o setor de lazer e cultura”, afirmou em declarações à imprensa. A proposta ainda inclui a integração com outras atrações como o Parque Municipal e o Museu das Minas Gerais.
Apesar do entusiasmo inicial, especialistas destacam desafios, como a necessidade de investimentos em infraestrutura e a garantia de sustentabilidade ambiental. A ALMG planeja realizar audiências públicas no segundo semestre para ouvir a população e ajustar os detalhes do projeto. Se aprovado, o circuito turístico e o museu poderiam ser inaugurados até 2025, coincidindo com o centenário do clube.
A iniciativa conta com o apoio de segmentos da indústria do turismo, que prevê um aumento de 15% no fluxo de visitantes na região. Empresários destacam a importância de projetos que unam lazer, educação e economia, mas ressaltam a necessidade de parcerias estratégicas para viabilizar a proposta.
Enquanto a ALMG finaliza os estudos, a comunidade local divide opiniões. Enquanto alguns comemoram a perspectiva de novas atrações, outros questionam o impacto urbano. “Precisamos garantir que o projeto respeite o entorno e não comprometa a qualidade de vida dos moradores”, afirmou o vereador Carlos Mendes em recente debate.
O próximo passo inclui a elaboração de um plano de execução, com definição de cronograma e orçamento. A expectativa é que a proposta avance para a fase de licitação em 2024, caso não sejam encontrados obstáculos nos estudos em andamento.