PF investiga executivos do Itaú, Santander e Bradesco em operação relacionada à Americanas

A Polícia Federal (PF) deflagrou uma operação de investigação contra executivos de três grandes instituições bancárias do Brasil, incluindo o Itaú, o Santander e o Bradesco, como parte de uma ação relacionada a supostas práticas de fraude e manipulação financeira envolvendo a rede varejista Americanas. A operação, coordenada em parceria com a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), está focada na apreensão de documentos e dados eletrônicos para esclarecer supostas irregularidades em transações que envolvem a Americanas, uma das maiores empresas do setor em operação no país.

De acordo com informações preliminares, a PF busca investigar potenciais atos de colusão e lavagem de dinheiro, além de possíveis violações de normas regulatórias em operações financeiras. Executivos de alto escalão das instituições bancárias foram notificados e estão sob investigação, embora nenhuma prisão ou acusação formal tenha sido confirmada até o momento. A CVM, que já vinha monitorando suspeitas no setor bancário, colabora com a PF para identificar responsáveis por eventuais infrações.

As instituições envolvidas, Itaú, Santander e Bradesco, emitiram comunicados afirmando que estão colaborando integralmente com as autoridades investigativas. O Itaú ressaltou que “não há elementos que indiquem irregularidades em suas operações”, enquanto o Santander afirmou que “seguirá todas as diretrizes legais para esclarecer os fatos”. O Bradesco, por sua vez, destacou que “coopera com as investigações e reafirma seu compromisso com a transparência”.

A operação foi divulgada nesta semana por fontes anônimas, que indicaram que a PF está concentrada em investigar transações financeiras envolvendo a Americanas, que passa por um processo de ajuste de gestão após a fusão com a Magazine Luiza. A CVM, em nota, afirmou que “os mecanismos de fiscalização e controle são rigorosamente aplicados para assegurar a integridade do mercado financeiro”.

Apesar da ausência de provas concretas, a operação já gerou impactos no setor financeiro. Ações de instituições bancárias mencionadas na investigação registraram oscilações na bolsa, com perdas de até 2,5% em alguns casos. Analistas observam que a investigação pode intensificar a fiscalização sobre práticas de grandes bancos, reforçando a necessidade de conformidade regulatória.

A PF não divulgou detalhes sobre o número de investigados ou o cronograma das ações. A operação, no entanto, está alinhada com o esforço do governo federal para combater práticas ilegais no setor financeiro, que têm recebido atenção especial após a criação de novas medidas de supervisão no Congresso Nacional.

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