Obra de saneamento na Estrutural atenderá mais de 20 mil moradores, segundo anúncio do governo federal

No âmbito do programa de modernização do sistema público de esgoto, o Governo Federal anunciou, na última semana, a conclusão da licitação para a obra de saneamento que beneficiará mais de 20 mil habitantes do setor sul de Brasília, especificamente na região da Estrutural. A iniciativa, orçada em R$ 85 milhões, prevê a instalação de uma nova rede coletora e a ampliação da capacidade do sistema de tratamento de esgoto da região.

De acordo com a Secretaria Nacional de Saneamento Básico, a obra está em fase de execução desde 2022 e deve ser concluída em 18 meses. O projeto prevê a substituição de 25% da rede existente, que se encontra em estado de desuso, e a construção de 12 km de novas tubulações. Além disso, serão instaladas estações elevatórias para esgoto em pontos estratégicos, garantindo melhor distribuição do sistema.

A Estrutural é uma das áreas mais populares de Brasília, com cerca de 120 mil habitantes, e enfrenta há anos problemas relacionados à infraestrutura de esgoto. Segundo dados da Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento do Distrito Federal (Adasa), aproximadamente 30% dos imóveis da região não possuem conexão adequada à rede coletora, o que contribui para a poluição de corpos d’água locais e para riscos à saúde pública.

O Ministério da Infraestrutura destacou que a obra atende a diretrizes do Plano Nacional de Saneamento Básico, aprovado em 2020, que prevê a universalização do acesso a serviços de esgoto até 2033. “Esse investimento vai garantir maior qualidade de vida à população e reduzir a incidência de doenças ligadas à má gestão do esgoto”, afirmou o secretário executivo do ministério, Wagner Pinto, em coletiva realizada no dia 8 de abril.

A empresa vencedora da licitação, a Construtora Norberto Odebrecht, informou que emprega cerca de 350 trabalhadores no projeto, com medidas de segurança e inclusão social sendo implementadas. Entre os desafios destacados estão a necessidade de desvio de vias e a preservação de áreas verdes durante as obras. A empresa também firmou acordo com o município para a recuperação de calçadas e vias após a conclusão das atividades.

Apesar do cronograma previsto, moradores da região relataram preocupações com os impactos de mobilidade durante a execução das obras. “Entendemos a importância do projeto, mas há pouca divulgação sobre as interdições de ruas e o transporte alternativo”, afirmou a diretora do Fórum de Cidadania da Estrutural, Maria Helena Freitas, em entrevista à Rádio CBN. O governo federal destacou que manterá canais de comunicação abertos com a população para atualizações sobre o projeto.

Com o término da obra, a Estrutural se tornará um dos setores mais urbanizados de Brasília em termos de infraestrutura de saneamento, segundo a Adasa. A expectativa é que o investimento reduza em 40% os casos de esgoto clandestino na região, contribuindo para a preservação do rio Descoberto, principal fonte de abastecimento da bacia hidrográfica da região.

O projeto faz parte de um pacote de R$ 1,5 bilhão em investimentos anunciados pelo governo federal em 2023 para obras de saneamento no Distrito Federal. Outras regiões beneficiadas incluem Samambaia, Ceilândia e Plano Piloto. A iniciativa conta com recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

↑
Sair da versão mobile