Novo terremoto de 4,6 atinge Venezuela cinco dias após tremor duplo

Um novo terremoto de magnitude 4,6 atingiu a região central da Venezuela na manhã desta quinta-feira (30), cinco dias após a ocorrência de um tremor duplo na mesma área. O evento foi registrado às 9h23 (horário local) com epicentro a 145 km a noroeste de Caracas, segundo dados preliminares do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS). Nenhuma autoridade informou, até o fechamento desta reportagem, sobre vítimas ou danos graves, mas autoridades locais alertam para a necessidade de prudência diante dos tremores repetidos.

Segundo o Instituto Geográfico da Venezuela (IGV), o sismo ocorreu em uma área de alta atividade sísmica, próxima à falha tectônica que separa as placas sul-americana e caribe. A região já havia sido atingida na última semana por dois tremores, um de magnitude 4,1 e outro de 4,3, registrados no mesmo epicentro. “Esses eventos são comuns em zonas de contato entre placas e geralmente não geram danos significativos”, explicou o geólogo Hugo Rangel em entrevista à BBC Brasil.

As autoridades venezuelanas confirmaram que algumas construções em Caracas e estados adjacentes apresentaram rachaduras superficiais, mas nenhuma estrutura foi comprometida. A Defesa Civil atuou preventivamente, orientando moradores sobre medidas de segurança em áreas vulneráveis. “Estamos monitorando a situação 24 horas por dia. Não há ordem de evacuação, mas reforçamos os protocolos de emergência”, afirmou o ministro do Interior, Tareck El Aissami.

A Venezuela, apesar de não ser considerada uma zona de alto risco sísmico como o Chile ou o Japão, sofre regularmente com tremores de pequena a moderada intensidade. O último evento significativo na região foi em 2018, quando um terremoto de 6,3 atingiu a fronteira com a Colômbia, causando danos em cidades como San Félix.

Com a sequência de sismos recentes, especialistas reforçam a importância de políticas públicas de mitigação de riscos. “Infraestrutura mal projetada e o crescimento desordenado de centros urbanos aumentam a vulnerabilidade”, destacou a engenheira civil María Fernández. O governo anunciou, nesta semana, um plano de renovação de inspeções em edifícios estratégicos, com recursos destinados às secretarias de Obras Públicas.

Enquanto a população se acostuma com a frequência dos tremores, o IGV reforçou a necessidade de manter a calma e seguir orientações técnicas. “A maioria dos sismos não representa ameaça direta, mas a preparação é essencial para situações mais críticas”, concluiu o geólogo Rangel.

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