
O metrô de São Paulo atingiu 115 km de extensão após a conclusão da Linha 6 (Amarela) em 2023, conectando bairros como Vila Mariana, Praça da Sé e Jabaquara. A expansão, considerada uma das mais ambiciosas da década, ampliou a capacidade de transporte e reduziu congestionamentos em áreas densamente povoadas. Apesar do progresso, a rede ainda está atrás de sistemas metroviários de outras metrópoles globais.
A Linha 6, inaugurada em 2010, foi ampliada em 12 km, adicionando 10 novas estações. Com isso, o sistema paulistano passa a integrar 14 linhas, beneficiando cerca de 5 milhões de passageiros diariamente. Segundo o governo do estado, a investida visa atender a demanda crescente de municípios como Diadema e Santo André, que fazem parte da Grande São Paulo.
Apesar do avanço, o sistema ainda não chega aos padrões de cidades como Tóquio (302 km), Moscou (405 km) ou Nova York (363 km). Londres, com 402 km, lidera o ranking global de redes metroviárias. Em âmbito latino-americano, Buenos Aires (61 km) e Cidade do México (215 km) também ultrapassam São Paulo em extensão.
Críticos destacam que a expansão paulistana enfrenta desafios como precariedade de manutenção e falta de integração com outros modais de transporte. “A comparação com outras metrópoles revela que São Paulo precisa acelerar investimentos em infraestrutura para reduzir a desigualdade no acesso a meios de transporte”, afirmou o urbanista Marcelo Tavares.
O projeto da Linha 6 incluiu modernizações como estações climatizadas, wi-fi gratuito e acessibilidade universal. A prefeitura planeja, nos próximos anos, expandir a rede para a Zona Leste e integrar o metrô com linhas da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos).
Enquanto isso, cidades como Nova York enfrentam paralisações por greves de funcionários, e Tóquio prioriza expansões em áreas suburbanas. Para o especialista em logística urbana Pedro Ferreira, a comparação entre sistemas metroviários deve considerar não só a extensão, mas também a eficiência e a adaptabilidade às necessidades locais.
Com 115 km, o metrô de São Paulo avança, mas ainda tem caminho a percorrer para igualar desempenho e abrangência de redes internacionais. A próxima etapa do plano municipal é concluir a Linha 10 (Turquesa) até 2025, que ligará a capital à Baixada Santista.