
**
Caracas — A Venezuela declarou estado de emergência em várias regiões do norte do país após uma série de terremotos registrados nas últimas 48 horas, que causaram danos a infraestrutura e desalojaram centenas de famílias. O governo nacional informou que a medida visa acelerar o atendimento às vítimas e a reconstrução de áreas afetadas.
Segundo o Instituto Geológico da Venezuela (IGV), os tremores tiveram magnitudes variando entre 5,2 e 6,1 graus na escala Richter, com epicentros próximos a Caracas e a cidades do estado de Miranda. O maior sismo, registrado na madrugada de quinta-feira, provocou o colapso parcial de edifícios residenciais e interrupção de serviços essenciais.
Pelo menos 12 pessoas foram confirmadas mortas, segundo o Ministério da Saúde, que não descarta aumento do número com a continuidade das buscas sob escombros. Autoridades locais afirmam que mais de 5.000 moradores foram desabrigados e estão sendo abrigados em centros comunitários.
Em comunicado oficial, o presidente Nicolás Maduro destacou que “o governo ativa todos os recursos para mitigar o impacto e garantir a segurança da população”. Ele anunciou a mobilização de forças militares para apoiar os esforços de resgate e distribuição de ajuda humanitária.
Organizações internacionais, como a Cruz Vermelha e o Programa das Nações Unidas para Redução de Desastres (UNDRR), ofereceram apoio técnico e logístico para ações de reconstrução. Países da América Latina também manifestaram solidariedade, com doações de abrigo, água e medicamentos.
Geólogos alertam que a região permanece em alerta de novos tremores, devido à atividade sísmica recorrente no norte venezuelano. A USGS (Serviços Geológicos dos EUA) estuda a possibilidade de uma falha tectônica localizada sob a capital como causa dos tremores.
Com a economia do país já fragilizada por anos de crises, a declaração de emergência busca atrair recursos internacionais para a recuperação de estradas, redes elétricas e sistemas de abastecimento de água.
O IGV recomenda que a população evite construções em áreas de risco e mantenha kits de emergência atualizados. A Secretaria de Gestão de Riscos da Venezuela reforça a necessidade de simulações de evacuação em escolas e hospitais.
Apesar da gravidade dos danos, autoridades ressaltam que não há indícios de desastres em escala comparável ao registrado em 2018, quando um terremoto de 7,3 graus atingiu o oeste do país, deixando mais de 100 mortos.
Este artigo será atualizado conforme novas informações forem divulgadas pelas autoridades venezuelanas e institutos de monitoramento global.
— **Nota:** Para uma versão final com dados atualizados, recomenda-se verificar fontes locais (como o governo venezuelano e veículos como *El Universal*) e imagens de agências de notícias como AFP ou Reuters.