
Uma nova pesquisa divulgada nesta quinta-feira (06) revela que Flávio Dino (PCdoB) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lideram as intenções de voto no primeiro turno das eleições estaduais em Minas Gerais. No entanto, os mesmos nomes também figuram como os mais rejeitados pelos eleitores do estado, segundo dados coletados em entrevistas com 1.500 eleitores entre os dias 30 de setembro e 3 de outubro.
De acordo com o levantamento, Flávio Dino aparece com 28% das intenções de voto, seguido por Lula com 25%. Ambos mantêm uma margem de erro de 2,3 pontos percentuais. A pesquisa, registrada no Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG), destaca a polarização entre os dois candidatos, que ocupam as duas primeiras posições da disputa.
Apesar da liderança, a rejeição a Flávio Dino alcança 32% dos entrevistados, enquanto Lula soma 30% de rejeição. Esse dado coloca ambos à frente de outros concorrentes como João Doria (PSD), que lidera a terceira posição com 9% das intenções, mas registra apenas 18% de rejeição. A pesquisa também aponta que 43% dos eleitores afirmam não saber ou não quiserem declarar voto.
Analistas políticos destacam que a alta rejeição aos líderes pode influenciar o comportamento eleitoral, especialmente em um estado historicamente volúvel como Minas Gerais. “A rejeição de Lula, apesar de sua popularidade nacional, pode ser um desafio na construção de alianças locais”, comenta o cientista político Carlos Eduardo Ferreira, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
O estudo revela ainda que a intenção de voto não está diretamente ligada à aprovação pública. Enquanto Flávio Dino e Lula dominam a preferência inicial, nenhum dos dois alcança os 40% de aprovação para desempenho governamental em possíveis futuros mandatos. A média de aprovação geral entre os entrevistados é de 52%, com 27% de desaprovação e 21% de resposta indeterminada.
Outro dado relevante é a percepção de corrupção associada aos candidatos. Lula é citado em 21% das respostas como “pessoas que acreditam que ele teria problemas com a justiça”, enquanto Flávio Dino alcança 18% nessa categoria. Para comparação, João Doria tem 12% de associação a corrupção, segundo a pesquisa.
Os resultados refletem uma dinâmica complexa no cenário mineiro, onde a disputa entre os grandes partidos se sobrepõe a possíveis alianças regionais. O Tribunal Regional Eleitoral não registrou irregularidades na metodologia da pesquisa, que foi realizada por uma empresa de levantamento de dados com credibilidade consolidada em campanhas eleitorais recentes.
Com o primeiro turno marcado para 6 de outubro e o segundo para 30 do mesmo mês, as pesquisas continuarão a ser monitoradas de perto pela comunidade política e pela imprensa. A margem de erro e a amostragem representativa garantem que a pesquisa atual forneça uma base sólida para análise da eleição.
