
O governo do Distrito Federal iniciou uma nova etapa da obra de saneamento em Estrutural, projeto que visa beneficiar mais de 20 mil moradores da região. Com investimento estimado em R$ 30 milhões, a iniciativa prevê a construção de redes coletoras de esgoto, sistemas de drenagem pluvial e pavimentação de vias, visando melhorar a qualidade de vida da população e reduzir riscos de doenças ligadas a condições precárias de higiene.
A obra, que teve início oficial no mês passado, está sendo executada pela empresa vencedora da licitação, sob supervisão da Secretaria de Infraestrutura. Segundo informações divulgadas, a previsão de conclusão é de 18 meses, com execução em fases para minimizar impactos ao trânsito e à rotina dos moradores.
Segundo o secretário de Infraestrutura, o projeto atende a uma demanda antiga da comunidade. “Essa região sofre há anos com falta de saneamento adequado. Com essa obra, garantimos condições de saúde públicas dignas e promovemos desenvolvimento sustentável”, destacou em coletiva de imprensa. A iniciativa também conta com apoio da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) para aquisição de equipamentos e materiais.
Os moradores destacam a importância do projeto. “Aqui sempre foi um problema de esgoto a céu aberto e enchentes. Agora, temos esperança de ver mudanças”, afirmou uma residente local. A obra inclui a demolição de áreas degradadas e a implantação de espaços públicos, como praças e ciclovias, integrando soluções urbanísticas ao projeto de saneamento.
Segundo estudos apresentados pelo governo, a conclusão da obra reduzirá em até 40% os casos de doenças diarréicas na região e permitirá o acesso a saneamento básico a áreas antes carentes. A Secretaria de Saúde do DF reforça que o projeto também contribuirá para a preservação dos mananciais regionais, diminuindo o risco de poluição por esgotos irregulares.
O projeto faz parte do Programa Estrutural de Modernização Urbana, lançado em 2023, que prevê R$ 150 milhões em investimentos para desenvolvimento da região. Até 2025, a meta é ampliar o saneamento a outras comunidades do DF, com foco em regiões periféricas.
Acompanhamento independente da obra será feito por órgãos como o Ministério Público do DF e a Ordem dos Engenheiros. O governo também disponibiliza um canal de transparência para denúncias de irregularidades durante a execução.
Com a implementação das novas redes, Estrutural passa a integrar o sistema de esgoto do DF, conectando-se a estações de tratamento existentes na região central da capital. A expectativa é que a obra gere 500 empregos diretos e indiretos durante a construção.