
No dia 20 de março de 2023, um médico foi preso em Belo Horizonte, Minas Gerais, após a denúncia de um caso de estupro envolvendo uma paciente durante uma consulta. A vítima, uma jovem de 22 anos, relatou que o médico teria solicitado uma “rapidinha” em um momento inapropriado, o que culminou em atos de violência sexual.
Segundo informações do Boletim de Ocorrência, a jovem chegou ao consultório que se localiza na região da Savassi para receber atendimento médico. Durante a consulta, o médico, identificado como Dr. Fernando, começou a fazer propostas inapropriadas e, em seguida, abusou sexualmente da paciente. O caso foi registrado na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM), onde a vítima prestou depoimento detalhado sobre os acontecimentos.
Após a denúncia, a polícia iniciou uma investigação que resultou na prisão do médico. A detenção foi efetivada após a coleta de evidências e depoimentos que corroboraram a versão da jovem. O caso gerou grande repercussão na mídia e entre os profissionais da saúde, levantando um debate sobre a importância de garantir a segurança das pacientes durante o atendimento médico.
Além das medidas legais, a Secretaria de Saúde de Minas Gerais emitiu uma nota enfatizando a necessidade de informar e proteger os direitos das vítimas de violência sexual, destacando a importância do atendimento humanizado e do acolhimento adequado em casos semelhantes. A nota também reafirmou que a saúde deve ser um espaço seguro e que atitudes como a do médico preso são absolutamente inaceitáveis.
Organizações de defesa dos direitos da mulher se manifestaram nas redes sociais, pedindo por mais rigor nas normas que regulamentam a conduta dos profissionais de saúde. A presidente de uma das organizações afirmou: “Casos como este mostram a urgência de políticas públicas que promovam a integridade e a proteção das mulheres em todos os ambientes, inclusive nos consultórios de médicos.”
Esse episódio repercute não apenas no campo da saúde, mas também no sistema jurídico, uma vez que revê a responsabilidade de médicos e a confiança que suas pacientes depositam neles. Sociedade e profissionais da saúde precisam unir esforços para combater a impunidade em casos de abuso sexual e garantir que os direitos das vítimas sejam respeitados.
Enquanto isso, o médico permanece detido à espera da audiência de custódia. O caso ainda está em andamento e será analisado pela Justiça, que avaliará as evidências e os depoimentos colhidos durante a investigação.
A expectativa é que este caso sirva como um alerta para que outras vítimas de violência sexual encontrem segurança e apoio para denunciarem seus agressores, ajudando a construir um ambiente mais seguro para todas as mulheres no Brasil.