
Na história da Copa do Mundo, poucos jogadores conseguiram alcançar um feito notável: marcar gols em todos os jogos em que participaram durante uma edição do torneio. Este é um desafio extremamente raro, que exige consistência, habilidade técnica e condições ideais de desempenho em cada partida. Até hoje, apenas três atacantes – Pelé (1958), Gerd Müller (1970) e Ronaldo (2002) – alcançaram essa marca.
Pelé (1958): O início da lenda A primeira edição da Copa em que um jogador atingiu essa proeza foi a de 1958, na Suécia. Aos 17 anos, Pelé, então estreante no torneio, marcou gols em todos os quatro jogos que disputou, incluindo a final diante da União Soviética, quando foi eleito o melhor jogador do campeonato. O Brasil venceu por 5 a 2, consolidando Pelé como um dos maiores talentos da história do futebol.
Gerd Müller (1970): A máquina de gols alemã Na Copa de 1970, no México, o atacante alemão Gerd Müller liderou a seleção da Alemanha Ocidental. Ele participou de quatro jogos e marcou gols em todos, incluindo um hat-trick contra a Bulgária na fase de grupos. Seu desempenho ajudou a Alemanha a conquistar o título, reafirmando o status de atacante mais decisivo da era moderna.
Ronaldo (2002): A conquista brasileira Na edição de 2002, realizada no Japão e Coreia do Sul, Ronaldo, então com 28 anos, tornou-se o terceiro jogador a marcar em todos os jogos que disputou. O Brasil, campeão daquele torneio, venceu quatro partidas no grupo e nas fases eliminatórias. Ronaldo anotou 8 gols em 4 jogos, incluindo um triplete contra o Gana, tornando-se o artilheiro da competição.
Por que é tão difícil? A dificuldade de alcançar esse feito está ligada a fatores como a competitividade do torneio, as estratégias defensivas das equipes adversárias e os riscos de lesões. Além disso, a formatação da Copa do Mundo tem mudado ao longo do tempo. Em 1958, o campeonato contava com apenas 16 seleções



