Anac solicita esclarecimentos da Portela sobre uso de drone tripulado durante o desfile na Sapucaí

A Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) instaurou um procedimento administrativo para investigar o uso de um drone tripulado pela escola de samba Portela durante seu desfile no Carnaval 2023, realizado na Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro. O uso de aeronaves não autorizadas em eventos públicos levanta preocupações acerca da segurança e da regulamentação do espaço aéreo, situações que a agência brasileira está tomando medidas para esclarecer.

O incidente ocorreu no último final de semana de carnaval, quando a Portela, uma das mais tradicionais escolas de samba do Brasil, apresentou um espetáculo repleto de cores e ritmos. No entanto, a performance que encantou o público também chamou a atenção das autoridades. O drone, que era utilizado para captar imagens do desfile, foi identificado flutuando a uma altura que poderia afetar tanto a segurança dos foliões quanto a integridade das aeronaves autorizadas a sobrevoar a região.

A ANAC, ao identificar a irregularidade, enviou um ofício formal à Portela, solicitando uma explicação detalhada sobre a utilização do drone. A agência afirma que qualquer operação aérea deve seguir rigorosamente as normas estabelecidas que visam garantir a segurança. Além disso, o uso de drones não registrados ou sem a devida autorização pode configurar infração às regulamentações que regem a aviação civil.

Em resposta a esta solicitação, a direção da Portela afirmou que a utilização do drone ocorreu posterior a um entendimento prévio com sua equipe técnica, e que havia uma expectativa de autorização para a operação. Entretanto, as plataformas aéreas, especialmente aquelas que não foram apropriadamente registradas, estão sujeitas a regulamentos estritos, e a situação da Portela poderá gerar uma série de repercussões.

O uso de tecnologia, como drones, durante grandes eventos é uma prática que se torna cada vez mais comum. No entanto, é essencial que os organizadores estejam cientes das suas responsabilidades em relação à segurança pública e ao cumprimento das normas. É importante ressaltar que, embora a inovação na cobertura de eventos seja amplamente bem-vinda, sua implementação deve ocorrer em conformidade com a lei.

Além disso, a ANAC já havia publicado em seu site diretrizes claras sobre o uso de drones em locais públicos e eventos de grande vulto, enfatizando a proibição do sobrevoo em áreas densamente povoadas sem a devida autorização. O caso da Portela, portanto, pode servir de alerta para outras escolas de samba que, em futuras edições do carnaval, pretendam incorporar tecnologia em seus desfiles.

Com a ocorrência de incidentes como este, é importante que haja uma discussão mais ampla sobre a regulamentação do uso de drones no Brasil. Essa discussão deve envolver não apenas autoridades aeronáuticas, mas também organizadores de eventos, para que soluções seguras e eficazes sejam implementadas, garantindo que a inovação não comprometa a segurança dos participantes e espectadores.

A situação ainda está em desenvolvimento, e a ANAC deverá avaliar os esclarecimentos fornecidos pela Portela para determinar as próximas etapas do procedimento administrativo. A agência também está avaliando outras situações semelhantes, a fim de promover um ambiente mais seguro e regulado para o uso de drones em eventos no Brasil.

Portela, que busca consolidar sua presença no calendário das festividades brasileiras, está ciente de que precisa atender às exigências legais, para não apenas proporcionar um espetáculo de qualidade ao público, mas também respeitar as normativas de segurança e aviação civil.

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