
No dia 24 de outubro de 2023, o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) protocolou uma solicitação àInterpol para a inclusão de Daniel Furtado, ex-CEO da Hurb – uma das maiores plataformas de turismo do Brasil – na lista de procurados internacionais. A medida se dá em virtude de investigações em curso sobre supostos crimes financeiros e fraudes praticadas pela empresa.
A decisão de solicitar a inclusão de Furtado na lista da Interpol reflete a gravidade das acusações enfrentadas por ele e pela Hurb. O MPRJ apura irregularidades relacionadas à gestão financeira da empresa, que teria desviado recursos de clientes e investidores, levando a um montante estimado de centenas de milhões de reais em danos.
Segundo informações dos promotores envolvidos no caso, a Hurb oferecia pacotes turísticos e serviços de hospedagem, prometendo preços acessíveis e condições vantajosas. No entanto, as investigações apontam que muitos consumidores não conseguiam usufruir dos serviços pagos, enfrentando dificuldades para obter reembolsos e atendimentos adequados.
A inclusão de Furtado na lista da Interpol também serve como um alerta para a comunidade internacional sobre o caso, especialmente considerando que a Hurb opera em diferentes países. O MPRJ argumenta que a fuga do ex-CEO poderia dificultar a investigação e prejudicar ainda mais os consumidores lesados.
O ex-CEO não se manifestou publicamente sobre as acusações até o momento, e a Hurb também não divulgou uma declaração oficial em resposta ao pedido do MPRJ. A situação da empresa levanta questionamentos sobre a regulamentação do setor de turismo e a proteção dos consumidores no Brasil, ensejando um debate sobre a necessidade de medidas mais rigorosas para evitar fraudes similares no futuro.
Relacionados ao caso, advogados e especialistas em direito do consumidor alertam que a falta de proteção adequada e a vigilância ineficaz por parte dos órgãos competentes podem resultar em danos a muitos cidadãos que buscam investir em suas experiências de viagem. A proposta de reformas legislativas para garantir maior transparência e segurança é um dos caminhos sugeridos por líderes do setor.
A situação envolve não apenas questões legais, mas também a reputação da Hurb, que, antes das acusações, era considerada uma das principais startups brasileiras no setor de turismo. Agora, a empresa enfrenta uma crise de imagem que pode levar à perda de clientes e parceiros comerciais, além de possíveis ações judiciais coletivas por parte dos consumidores afetados.
O desdobramento deste caso pode impactar a confiança do público em empresas de turismo online, à medida que a evolução das investigações do MPRJ continua. A inclusão de Furtado na lista da Interpol, se aprovada, significaria um passo significativo, não só na busca pela justiça, mas também na promoção de um ambiente de negócios mais ético e responsável.
Assim, o pedido do MPRJ ressalta a importância da fiscalização e da punição eficaz para aqueles que cometem fraudes no setor privado, destacando a necessidade urgente de um aparato legal robusto que proteja os direitos dos consumidores e promova práticas transparentes no mercado.