Morre, no Rio de Janeiro, aos 77 anos, o cineasta Silvio Da-Rin

O cineasta brasileiro Silvio Da-Rin faleceu no último sábado, aos 77 anos, no Rio de Janeiro. Com uma carreira que abrangeu diversas décadas, Da-Rin deixou sua marca no cenário audiovisual brasileiro através de um estilo único e inovador.

Nascido em 1946, Silvio Da-Rin tornou-se uma figura-chave na indústria cinematográfica nacional. Sua trajetória começou nos anos 1970, quando iniciou sua formação na Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Durante sua carreira, ele foi responsável por produzir e dirigir uma série de filmes e documentários que abordaram temas sociais relevantes e provocativos, sempre com uma linguagem que desafiava as convenções do cinema tradicional.

Entre suas obras mais conhecidas estão “Fogo e Fúria” e “Os Olhos do Meu Pai”, que foram aclamadas tanto pela crítica quanto pelo público. Sua habilidade em contar histórias complexas e interligadas fez de sua filmografia uma referência no estudo de cinema na América Latina.

Além do trabalho em longas-metragens, Da-Rin também se destacou na televisão, onde contribuiu para a produção de séries que exploravam a cultura brasileira de maneira autêntica. Sua abordagem sensível e crítica das questões sociais permitiu que audiências de diferentes faixas etárias se conectassem com as narrativas que ele apresentava.

Com a morte de Silvio Da-Rin, o Brasil perde um de seus mais expressivos cineastas, cuja paixão pela arte e pela sociedade iluminaram a tela grande e os corações de muitos. Seus filmes continuarão a ser estudados e vistos, preservando seu legado por gerações futuras.

O cineasta deixa sua família e uma legião de admiradores que reconheceram seu valor artístico e humano. Ampliando a reflexão sobre a contribuição de Da-Rin, muitos colegas do meio sugerem que o cinema brasileiro deve procurar se fortalecer e inovar, inspirando-se em sua dedicação e criatividade.

Nas redes sociais, homenagens têm sido feitas por diversos artistas e amigos. Em um post nas redes sociais, a atriz Maria Ribeiro destacou: “Silvio foi um mestre que nos ensinou a ver além da superfície, em cada filme, um mundo novo se abria”.

Como forma de celebrar sua vida e obra, cineclubes e instituições culturais planejam exibições de seus filmes, permitindo que novas gerações possam se familiarizar com seu trabalho e legado. A cinefilia brasileira perde, assim, um ícone que moldou e influenciou a visão sobre o mundo a partir do olhar da sétima arte.

A tristeza pela perda de Da-Rin é palpável, mas sua obra permanecerá viva no repertório cultural brasileiro, desafiando e inspirando cineastas e amantes do cinema ao redor do mundo.

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