
Na última quarta-feira, diretores da Rioprevidência foram alvos de operação da Polícia Federal (PF) que investiga a aplicação de cerca de R$ 1 bilhão em produtos financeiros no Banco Master. A operação, denominada “Operação Midas”, visa apurar possíveis fraudes e irregularidades nos investimentos da entidade, que é responsável pelo gerenciamento de recursos previdenciários do estado do Rio de Janeiro.
A investigação começou a partir de uma análise minuciosa das operações e contratos firmados pela Rioprevidência com a instituição financeira. Segundo a PF, documentos indicam que esses investimentos teriam sido realizados sem a devida transparência e regularidade, levantando suspeitas de favorecimento e manipulação nos processos de escolha do banco.
Durante a operação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em escritórios e residências de diretores da Rioprevidência e de operadores financeiros envolvidos nas aplicações. Em nota, a PF informou que o objetivo das diligências é coletar provas que ajudem a esclarecer os fatos e assegurar a responsabilização dos envolvidos.
O Banco Master, por sua vez, também está sendo alvo de investigações por supostos vínculos com práticas financeiras irregulares. A instituição negou qualquer irregularidade e afirmou que está colaborando com as autoridades no esclarecimento dos fatos.
Essa operação reacende debates sobre a gestão dos fundos previdenciários públicos no Brasil, especialmente diante de recentes escândalos relacionados à corrupção e falta de transparência na administração de recursos públicos. Especialistas alertam que o uso indevido de recursos previdenciários pode comprometer a sociedade como um todo, colocando em risco a aposentadoria de milhares de servidores.
A Rioprevidência já foi convocada a prestar esclarecimentos ao Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro e ao Tribunal de Contas do Estado, que monitoram de perto os desdobramentos da investigação para garantir que não haja prejuízo aos beneficiários do sistema.
À medida que a operação avança, os desdobramentos têm atraído a atenção da sociedade e de entidades representantes dos servidores públicos, que demandam maior controle e transparência nas ações da previdência pública. A expectativa é que os próximos dias tragam mais informações sobre os desdobramentos dessa investigação, que pode resultar em consequências jurídicas severas para os responsáveis.
Por fim, a PF reiterou a importância da denúncia de qualquer ato irregular e garantiu que continuará a operação até que todas as evidências sejam reunidas e que a verdade dos fatos prevaleça.