Vence a agiotagem, diz Boulos sobre taxa Selic em 15% ao ano

A taxa Selic mantida em 15% ao ano impacta a economia brasileira principalmente por conter a inflação alta, mas ao custo de desacelerar o crescimento econômico e encarecer o crédito. A decisão do Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) de manter essa taxa elevada visa fazer com que as expectativas de inflação convirjam para a meta estipulada, atualmente em 3% ao ano, com tolerância de 1,5% a 4,5%, protegendo a estabilidade de preços.

Os principais impactos e consequências para a economia brasileira dessa taxa Selic em 15% são:

O Copom reforçou que a decisão de manter os juros em 15% é compatível com a estratégia de convergência da inflação para a meta, suavizando flutuações da atividade econômica e fomentando o pleno emprego no médio prazo, ainda que os efeitos plenos das mudanças na Selic levem de 6 a 18 meses para se manifestar.

Ao mesmo tempo, o mercado financeiro já discute uma circulação futura de queda gradual da Selic, à medida que a inflação seja controlada de forma consistente e as condições econômicas permitam maior estímulo.

Portanto, a taxa Selic em 15% representa uma postura de política monetária restritiva, necessária para ancorar as expectativas inflacionárias, mas que gera efeitos adversos sobre a atividade econômica e o crédito ao consumidor e empresário no Brasil.

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