
A Prefeitura de São Paulo comunicou oficialmente à Interpol, por meio da Polícia Federal, o roubo de 13 obras de arte da Biblioteca Mário de Andrade, com o objetivo de impedir que as peças fossem enviadas para o exterior. As obras levadas incluem oito gravuras de Henri Matisse e cinco de Candido Portinari, da série “Menino de Engenho”.
Esse comunicado ocorreu após o crime registrado no domingo, 7 de dezembro de 2025, e foi acompanhado por um envio de documento às autoridades nacionais e internacionais contendo informações detalhadas e registros fotográficos das obras roubadas. A Interpol utiliza um banco de dados global e um aplicativo para identificar e tentar recuperar obras roubadas, estratégia que a Prefeitura busca aproveitar para a recuperação das peças.
Além da Interpol, o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e a Associação de Galerias de Arte do Brasil (AGAB) também foram informados sobre o furto. A Polícia Civil de São Paulo já prendeu um dos suspeitos e continua as investigações para localizar o segundo envolvido e recuperar as gravuras roubadas.
A Biblioteca Mário de Andrade, cuja construção data de 1926 e é o segundo maior acervo bibliográfico do país, tem um patrimônio protegido por apólice de seguro. A biblioteca estava apresentando a exposição “Do livro ao museu: MAM São Paulo e a Biblioteca Mário de Andrade” no momento do furto.
O incidente levantou questões sobre a segurança de instituições culturais em São Paulo e a proteção do patrimônio artístico nacional. Especialistas em segurança recomendam que museus e bibliotecas investam em tecnologias de monitoramento e em treinamentos de funcionários para que situações como essa possam ser prevenidas no futuro.
Com a atuação da Interpol, espera-se que as obras possam ser recuperadas rapidamente, considerando a importância cultural dessas peças tanto para o Brasil quanto internacionalmente. O furto de obras de arte é um crime que não apenas prejudica o patrimônio público, mas também afeta a herança cultural de todo um povo.
A Biblioteca Mário de Andrade é considerada um espaço essencial na cultura paulistana, oferecendo acesso a uma vasta coleção de livros e obras de arte. O ocorrido suscita um debate mais amplo sobre a preservação e segurança de obras de arte em todo o Brasil, levando as autoridades a reavaliar as medidas em vigor para proteger esse tipo de patrimônio.
A reação imediata das autoridades, incluindo ações para coordenar com a Interpol, pode ser vista como um passo significativo para a recuperação das obras. Assim, o compromisso da Prefeitura de São Paulo com a proteção da cultura e da arte é reafirmado, em um contexto onde a segurança e a proteção do patrimônio cultural são cada vez mais necessárias.