
Surto de diarreia crônica provocado por um parasita intestinal raro atinge 17 estados dos Estados Unidos, deixando autoridades sanitárias em alerta máximo. O Centers for Disease Control and Prevention (CDC) confirmou casos em laboratórios de Califórnia, Nova York, Texas e outros estados, com números em constante atualização.
O parasita identificado como Cryptosporidium hominis, encontrado em água contaminada, tem apresentado resistência a tratamentos convencionais. Segundo boletim divulgado na quinta-feira (15), 2.368 casos foram registrados nas últimas semanas, com 14% de taxas hospitalares em grupos vulneráveis.
Os sintomas principais incluem diarreia persistente, náuseas e perda de apetite, com surtos registrados em centros urbanos com densidade populacional acima de 2.500 habitantes por quilômetro quadrado. Autoridades alertam que a transmissão ocorre principalmente por ingestão de águas superficiais contaminadas.
Em resposta à crise, a EPA (Environmental Protection Agency) anunciou revisão de padrões de qualidade da água potável. “Estamos analisando amostras de 32 fontes em todo o país para mapear a extensão da contaminação”, afirmou o diretor do órgão, John Miller, em coletiva de imprensa.
Os estados mais afetados são: Califórnia (482 casos), Nova York (321), Texas (298), Flórida (245), Nova Jersey (189), Illinois (156), Pensilvânia (145), Georgia (134), Tennessee (123), Michigan (112), Ohio (105), Carolina do Norte (98), Washington (92), Carolina do Sul (87), Minnesota (79), Colorado (63) e Missouri (58).
A Organização Mundial da Saúde (OMS) publicou recomendações técnicas para comunidades afetadas, enfatizando o uso de filtros de água certificados e a higienização rigorosa de alimentos. O tratamento recomendado inclui reposição de eletrólitos e terapias simptomáticas, já que não existem medicamentos específicos para o parasita.
Restaurantes e escolas em áreas afetadas estão sendo monitorados. Autoridades locais exigem certificação sanitária para todos os estabelecimentos comerciais. A Food and Drug Administration (FDA) intensificou vistorias em práticas de manipulação de alimentos.
Cientistas alertam para o risco de mutação do parasita, com estudos em laboratório da Universidade Johns Hopkins revelando variações genéticas nas amostras coletadas. “Estamos trabalhando em um kit de detecção mais eficiente”, disse a coordenadora do estudo, Dra. Emily Carter.
O Ministério da Saúde dos EUA autorizou recursos emergenciais na ordem de US$ 75 milhões para combater a crise sanitária. O anúncio foi feito após reunião do Conselho de Saúde Pública, que avaliou a necessidade de intervenção federal.



