COTIDIANO

Presa por fraude eletrônica, “Pocahontas” liderava esquema de apostas

Uma investigação da Polícia Federal revelou um esquema de fraudes eletrônicas ligado a um grupo criminoso que operava um sistema de apostas ilegais. A líder do esquema, identificada apenas como “Pocahontas” por investigadores, foi presa em flagrante após ação conjunta com a Receita Federal em maio de 2024.

O grupo utilizava plataformas online para oferecer apostas sem autorização do governo, movimentando recursos estimados em R$ 25 milhões em apenas 18 meses. Segundo o inquérito, os criminosos desenvolveram algoritmos para manipular resultados e fraudar dados de usuários. A operação envolvia também lavagem de dinheiro por meio de criptomoedas.

De acordo com o delegado responsável, “Pocahontas” atuava como coordenadora do esquema, com funções na gestão financeira e técnico-administrativa do grupo. Outros 12 indivíduos foram presos em diferentes estados, enquanto servidores digitais e contas bancárias foram bloqueados. O Ministério Público Federal acompanha o caso em caráter de urgência.

A ação foi possível graças à análise de transações eletrônicas e gravações de conversas interceptadas legalmente. Autoridades destacam que a operação desmantelada é um dos maiores casos de fraude virtual registrados no país nos últimos anos. A legislação brasileira prevê pena de até 5 anos de prisão para crimes de fraudes eletrônicas, além de multas.

Organizações especializadas em segurança digital alertam para o crescimento de esquemas similares no Brasil. “A falta de regulamentação clara para apostas online cria brechas que criminosos exploram”, afirma um técnico da OAB. O governo planeja apresentar um projeto de lei nos próximos meses para modernizar a fiscalização de atividades virtuais.

O caso gera debate sobre a necessidade de atualização das normas de combate a crimes cibernéticos. Enquanto aguarda julgamento, “Pocahontas” permanece em prisão preventiva, e autoridades trabalham para identificar possíveis conexões com outros grupos criminosos.

A Policia Federal informa que está investigando a participação de terceiros no esquema, além de buscar recuperar ativos desviados. O inquérito, com previsão de conclusão em setembro, será encaminhado ao Tribunal de Justiça Federal.

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo