MEIO AMBIENTE

Minas Gerais e outros 10 estados estão sob alerta laranja para baixa umidade do ar

Minas Gerais e outros dez estados estão sob alerta laranja para baixa umidade relativa do ar, conforme aviso meteorológico divulgado pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). O alerta indica condições de perigo, com níveis de umidade que podem ficar entre 12% e 20% em determinadas áreas.

O índice é considerado muito baixo para os padrões recomendados à saúde humana. A Organização Mundial da Saúde recomenda atenção especial quando a umidade relativa do ar fica abaixo de 30%. Abaixo de 20%, aumentam os riscos de irritação nos olhos, ressecamento da pele e das mucosas, desconforto respiratório e agravamento de doenças como asma, bronquite e rinite.

O alerta não significa que todo o território dos estados incluídos será afetado da mesma maneira. Os avisos do Inmet são definidos para áreas específicas e podem alcançar municípios de diferentes regiões. Por isso, a população deve consultar a previsão local e acompanhar eventuais atualizações emitidas pelas autoridades meteorológicas.

Além de Minas Gerais, o aviso abrange áreas de outros dez estados. A combinação entre tempo seco, temperaturas elevadas e ausência prolongada de chuva também favorece a ocorrência e a propagação de incêndios florestais e queimadas. A vegetação ressecada pode facilitar o avanço das chamas, principalmente em regiões rurais e próximas a áreas de preservação.

Durante o período de baixa umidade, o Inmet recomenda aumentar a ingestão de água, evitar atividades físicas ao ar livre nos horários mais quentes do dia e reduzir a exposição ao sol. Também é indicado evitar ambientes com fumaça e manter os locais bem ventilados, sempre que possível.

O uso de umidificadores pode ajudar em períodos curtos, mas o aparelho deve ser higienizado com frequência. Alternativas como colocar recipientes com água nos ambientes ou utilizar toalhas úmidas podem oferecer alívio temporário. A recomendação, no entanto, não substitui a hidratação adequada nem a orientação de profissionais de saúde.

Crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias ou cardiovasculares formam os grupos mais vulneráveis aos efeitos do ar seco. Em caso de falta de ar, chiado no peito, dor ou irritação intensa nos olhos e piora de sintomas respiratórios, a orientação é procurar atendimento médico.

O alerta também reforça a necessidade de atenção para queimadas. A população deve evitar colocar fogo em terrenos, áreas de vegetação ou resíduos, prática que pode sair de controle rapidamente em condições de baixa umidade. Focos de incêndio devem ser comunicados aos serviços de emergência e aos órgãos ambientais responsáveis.

Os avisos meteorológicos podem ser alterados a qualquer momento, de acordo com a evolução das condições atmosféricas. A população deve acompanhar os canais oficiais do Inmet, da Defesa Civil e das administrações estaduais e municipais para verificar a validade do alerta e as áreas diretamente atingidas.

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