
Um incêndio florestal de grandes proporções consumiu 2.300 hectares de vegetação no sul da província de Girona, na região da Costa Brava, na Catalunha, Espanha. O evento, que começou na tarde de quinta-feira (15), foi classificado como “extremamente perigoso” pelas autoridades, que mobilizaram mais de 200 bombeiros e meios aéreos para conter as chamas.
Segundo informações da Agência Estatal de Meteorologia da Espanha (AEMET), o fogo se alastrou rapidamente devido às condições climáticas adversas: ventos fortes de até 70 km/h, temperaturas acima dos 35 °C e baixa umidade do ar. A região afetada inclui áreas naturais protegidas e proximidades de pequenas comunidades rurais, mas, até o momento, não foram registradas vítimas fatais.
Os bombeiros trabalham em esforços de contenção ao longo da noite, com reforços de equipes de outras províncias. A Estrada N-260 foi temporariamente fechada para garantir a segurança dos moradores e turistas. Autoridades recomendaram o desvio de trânsito e a suspensão de atividades ao ar livre na área.
Segundo o governo regional da Catalunha, o incêndio foi causado por um “fato doloso”, como informou o porta-voz do Ministério do Interior, Toni Comín. Investigações estão em andamento para identificar o responsável. A região, conhecida por sua riqueza ecológica e turismo costeiro, enfrenta uma onda de incêndios em 2024 que já destruiu mais de 20 mil hectares no país.
A comunidade internacional de proteção ambiental criticou a lentidão na resposta inicial às chamas, apesar dos esforços de combate. A diretora da WWF Espanha, Ana Llucia Martínez, destacou a necessidade de políticas de prevenção mais robustas: “Esses incêndios são um sinal de alerta para a gestão do território e a adaptação às mudanças climáticas”.
Até a publicação deste artigo, 60% das chamas estavam sob controle, segundo dados atualizados do Corpo de Bombeiros da Catalunha. Moradores da zona afetada relataram a evacuação de propriedades rurais e a perda de cultivos típicos da região, como oliveiras e pinheiros. A recuperação das áreas afetadas é estimada em décadas, segundo especialistas.



