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Casal morto em BH será homenageado com cerimônia pública neste domingo

Belo Horizonte — Uma cerimônia pública será realizada no próximo domingo (5/7) para homenagear o casal cuja morte, em circunstâncias ainda sob investigação, mobilizou a sociedade mineira. O evento, promovido por entidades comunitárias e apoiado pela prefeitura, ocorrerá no Parque Municipal, a partir das 10h, com a presença de familiares, autoridades e representantes de ONGs de defesa de direitos humanos.

Os investigadores confirmaram que o diarista envolvido no caso foi preso preventivamente na última quinta-feira (3/7), após cumprir mandado de prisão expedido pelo Tribunal de Justiça. A polícia informou que novas provas foram coletadas, mas não revelou detalhes sobre o estado de saúde do suspeito ou a data da audiência de custódia.

Segundo o delegado responsável, o inquérito está vinculado a uma linha de investigação sobre crimes de violência doméstica em bairros periféricos. A Secretaria de Segurança Pública destacou que 78% das denúncias registradas na região em 2023 envolveram desentendimentos entre moradores de imóveis alugados, reforçando a necessidade de políticas públicas de mediação.

A família da vítima solicitou que a cerimônia seja realizada de forma “respeitosa e sem politicagem”, conforme informou o advogado, que não quis se identificar. Entre as atividades planejadas estão a leitura de cartas dos familiares, apresentação de artes visuais e uma caminhada simbólica pela paz. Não haverá discursos oficiais, segundo comunicado divulgado na sexta-feira (3/7).

A cerimônia conta com o apoio da ONG “Cidadania Ativa”, que há três anos promove eventos similares no estado. Em 2023, a instituição realizou 14 homenagens e registrou uma redução de 12% em denúncias de violência doméstica entre os bairros atendidos, segundo dados não oficiais.

Representantes da prefeitura destacaram que a ação faz parte do “Programa BH Solidária”, que prevê a criação de 20 espaços comunitários de diálogo até o final do ano. A iniciativa tem orçamento de R$ 2,5 milhões, financiado por convênio com o Fundo Nacional de Segurança Pública.

Apesar do apoio institucional, algumas comunidades locais questionam a eficácia de eventos simbólicos na prevenção de crimes. “Precisamos de mais policiamento e apoio social, não só de homenagens”, afirmou uma moradora de 43 anos, que pediu para não ser identificada. A Secretaria Municipal de Assistência Social informou que aumentou em 15% o número de equipes de atendimento em 2024.

O caso do casal reacendeu debates sobre a segurança em imóveis alugados, com vereadores discutindo a criação de leis que obriguem proprietários a registrarem contratos de locação em cartórios e promovam a mediação em conflitos entre inquilinos e síndicos.

Enquanto a investigação segue em andamento, a comunidade aguarda o desfecho judicial do caso. A promotora de justiça responsável pela análise criminal afirmou que a prisão do suspeito não significa necessariamente uma condenação, já que “a verdade legal só será estabelecida após o julgamento completo”.

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