
Em um momento de introspecção, a mãe de Virginia, Margareth Serrão, compartilhou recentemente sentimentos sobre a maternidade na terceira idade. “Quem dera estivesse grávida aos 60”, disse ela em conversa exclusiva com este jornal, destacando o contraste entre a vivência atual e o desejo de experimentar a gestação em uma fase avançada da vida.
O comentário, feito durante uma entrevista para um projeto de incentivo à terceira idade, reflete uma discussão crescente sobre os desafios e possibilidades da maternidade tardia. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o número de mulheres acima de 50 anos que engravidam no Brasil cresceu 18% na última década, impulsionado por avanços médicos e mudanças socioculturais.
Na entrevista, Margareth destacou a importância de romper tabus sobre a idade e a fertilidade. “A sociedade ainda associa gravidez excessivamente à juventude, mas cada fase da vida traz suas particularidades”, afirmou. Ela também ressaltou a necessidade de apoio psicológico e médico para mulheres que desejam engravidar após os 60 anos.
Especialistas em saúde reprodutiva, como a ginecologista Dra. Carla Mendes, afirmam que a gestação na terceira idade exige uma avaliação cuidadosa. “O corpo humano tem limites biológicos, mas com acompanhamento multidisciplinar, é possível discutir alternativas como a maternidade por meio de técnicas de reprodução assistida”, explicou a médica.
O caso de Margareth Serrão ganhou visibilidade após um post nas redes sociais, em que ela compartilhava sua trajetória como mãe de Virginia, agora com 30 anos. “A maternidade me ensinou a valorizar cada momento. Se a oportunidade surgisse hoje, eu a consideraria com serenidade”, concluiu.
Essa reflexão pessoal de uma figura pública reforça a importância de debates abertos sobre opções reprodutivas e envelhecimento. Conforme dados do Ministério da Saúde, mais de 250 mil mulheres acima de 60 anos consultaram serviços de reprodução assistida em 2023, um aumento de 22% em relação ao ano anterior.



