
No dia 12 de junho, o município de Pirenópolis, em Goiás, registrou um trágico acidente envolvendo um morador do Distrito Federal (DF), que perdeu a vida após uma colisão em uma estrada federal. A esposa da vítima, Maria de Fátima Silva, 42, relata o luto e a luta pela justiça em entrevista exclusiva, destacando a necessidade de melhorias na infraestrutura e na fiscalização do trânsito na região.
O acidente ocorreu na BR-262, uma das principais vias que ligam Goiás ao DF. De acordo com relatos preliminares da polícia, o veículo em que o homem estava perdeu o controle em uma curva com sinalização deficiente e capotou. A esposa afirma que o marido, que trabalhava como técnico agrícola, viajava para visitar parentes em Pirenópolis quando o desastre aconteceu.
“É uma dor que não tem explicação. Ele era o sustentador da família e deixou duas filhas adolescentes”, disse Maria, com voz embargada. “Queremos que sejam investigadas as condições da estrada e que medidas sejam tomadas para evitar outras tragédias.” A família informou que protocolou um pedido formal ao Departamento de Estradas de Rodagem (DER-GO) para a instalação de sinalização de alerta e iluminação adequada no trecho.
Locais como Pirenópolis, conhecidos por atrair turistas e moradores de outras regiões, enfrentam crescentes preocupações com a segurança no trânsito. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que estradas federais em Goiás têm uma taxa de acidentes 25% superior à média nacional. Advocados de direitos de trânsito destacam que a falta de manutenção e fiscalização em rodovias interligadas a capitais vizinhas é um problema recorrente.
O Ministério da Infraestrutura não respondeu ao pedido de commentário imediato. No entanto, Maria disse que espera que a tragédia de seu marido sirva como um alerta para autoridades e sociedade. “Não queremos que outra família passe pelo que a gente passou. Isso não é só dor: é um grito por mudança”, afirmou.
A comunidade local, ao lado da família da vítima, promove campanhas de conscientização sobre segurança no trânsito, incluindo eventos com motociclistas e motoristas que percorrem a BR-262. A iniciativa busca pressionar governos federal e estadual a acelerar intervenções na estrada.
Enquanto isso, Maria e as filhas tentam reconstruir a rotina diante da perda. “Ele era o coração da casa”, disse uma filha, de 15 anos, em conversa com a equipe. “Espero que alguém tire isso da cabeça de que estradas podem ser tão letais.”
O caso reforça a importância de políticas públicas eficazes e da responsabilidade de todos os envolvidos no trânsito para prevenir acidentes. Aos familiares, resta a certeza de que a luta por justiça exige mais do que palavras: exige ações concretas para assegurar a vida e a segurança nas estradas brasileiras.



