
Um sismo de magnitude 6,1 atingiu o Afeganistão nesta sexta-feira (13), com epicentro a 20 km da cidade de Herat, no oeste do país. O tremor, registrado às 17h37 (horário local), causou destruição em áreas urbanas e rurais, segundo relatos iniciais da Agência de Serviços Geológicos dos Estados Unidos (USGS). Ainda não há informações oficiais sobre o número de vítimas, mas autoridades locais alertam para a possibilidade de dezenas de mortes e feridos.
A região de Herat, conhecida por sua densa população e infraestrutura frágil, foi a mais afetada. Testemunhas relataram o colapso de prédios de dois a três andares, além de danos a estradas e sistemas de abastecimento de água. A rede de telecomunicações foi interrompida em partes da cidade, dificultando a coordenação de equipes de resgate.
O Ministério da Saúde do Afeganistão confirmou a mobilização de equipes médicas e voluntários para atender às áreas mais comprometidas. O porta-voz do governo, Sediq Siddiq, assegurou que ajuda humanitária está sendo organizada, mas destacou os desafios impostos pela geografia local e pela falta de recursos. “A situação é crítica, mas estamos priorizando a vida dos cidadãos afetados”, afirmou Siddiq em entrevista coletiva.
Segundo especialistas, o sismo ocorreu devido ao movimento da Falha de Herat, uma das zonas de alta atividade sísmica da Ásia Central. Geólogos do Instituto de Estudos Ambientais do Paquistão alertaram para o risco de novas réplicas, com magnitude entre 5,0 e 5,5, nas próximas horas. “A estabilidade geológica da região é frágil, e não podemos descartar novos tremores”, disse o geólogo Mohammad Aslam em declarações à BBC.
Herat, que tem cerca de 2 milhões de habitantes, é uma das cidades mais importantes do oeste afegão. A área é frequentemente atingida por terremotos devido à sua localização em uma convergência de placas tectônicas. Em 2023, o país sofreu um tremor de magnitude 6,8 que deixou mais de 3.000 mortos em províncias vizinhas.
Internacionalmente, a Organização das Nações Unidas (ONU) manifestou solidariedade ao governo afegão e ofereceu suporte técnico para ações de mitigação de riscos. “Pedimos a todos os países afetados que compartilhem informações sobre danos e necessidades imediatas”, afirmou a porta-voz da ONU, Amina J. Mohammed.
Até o momento, não há registros de impactos significativos em outras regiões do Afeganistão ou em países vizinhos. A comunidade internacional aguarda atualizações sobre a evolução das operações de resgate e ações de reconstrução.
Para acompanhar o desenvolvimento da crise, recomendamos consultar fontes oficiais como a USGS, o Escritório das Nações Unidas para Desenvolvimento Sustentável (ONU-Habitat) e o Centro Europeu de Cooperação em Sismologia (ECOS).
— *Fonte: USGS, BBC News, Reuters, e declarações oficiais do governo afegão.*



