
Na última semana, um grupo de pais, estudantes e educadores realizou um “desenhaço” em frente à Escola Panamericana, localizada na zona sul de São Paulo, em protesto contra o projeto de destombamento da instituição. O movimento, que reuniu cerca de 300 pessoas, busca sensibilizar a população e as autoridades para a importância histórica e cultural da escola, que está em atividade desde 1934.
O ato de arte coletiva surgiu como uma forma de expressão criativa, permitindo que os participantes desenhassem e pintassem mensagens de apoio à preservação da escola. Entre os desenhos, eram comuns temas que representavam a educação e a valorização da cultura, além de frases como “Escola Panamericana, nosso orgulho” e “Preserve nossa história”.
A Escola Panamericana, que possui um projeto pedagógico inovador, é reconhecida por sua contribuição ao ensino e à formação de cidadãos críticos. Recentemente, a administração municipal anunciou planos para destombar o prédio, o que gerou preocupações sobre possíveis alterações nas características arquitetônicas e na essência da instituição.
De acordo com a Lei de Tombamento, um bem cultural protegido não pode ser modificado sem a autorização do poder público, o que tem gerado debates intensos entre a comunidade escolar e as autoridades competentes. Durante o “desenhaço”, muitos manifestantes expressaram sua indignação em relação à suposta falta de diálogo por parte da gestão municipal e pediram uma revisão da decisão sobre o tombamento.
Participantes do evento, incluindo alunos, ex-alunos e moradores da região, destacaram a importância da Escola Panamericana não apenas como um espaço de aprendizagem, mas também como um símbolo de resistência cultural e histórica. “Estamos aqui para mostrar que a escola faz parte de nossas vidas e de nossa comunidade. Não podemos aceitar que sua história seja apagada”, afirmou Luana Mendes, uma das organizadoras do ato.
O movimento ganhou apoio nas redes sociais, com vários usuários usando a hashtag #SalveAPanamericana para se manifestar. Vídeos e fotos do evento foram compartilhados amplamente, atraindo a atenção de influenciadores e personalidades locais, que reforçaram a mensagem de preservação da escola.
Enquanto isso, a Secretaria Municipal de Educação ainda não se pronunciou oficialmente sobre o evento ou sobre as preocupações levantadas pela comunidade. O que se aguarda agora é uma resposta clara sobre o futuro da Escola Panamericana e a continuidade do diálogo entre as partes.
Conforme o movimento avança, os organizadores planejam novas iniciativas para manter a discussão viva e pressionar as autoridades a reconsiderar a decisão de destombamento. A Escola Panamericana não é apenas uma instituição de ensino; ela representa um legado cultural vital que deve ser protegido e celebrado.
Com a crescente mobilização da comunidade e o clamor pela preservação do espaço, fica evidente que o destino da Escola Panamericana tocará em questões mais amplas sobre educação, patrimônio e identidade cultural em São Paulo.



