POLÍTICA

Trump diz que todos os candidatos que apoiou na América Latina venceram

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que todos os candidatos que receberam seu apoio em eleições recentes na América Latina foram vitoriosos. A declaração foi feita ao comentar o avanço de políticos alinhados à direita e a aproximação de governos da região com Washington.

Trump citou o resultado de disputas eleitorais em países como Argentina, Equador, Bolívia e Honduras. Segundo o presidente americano, os candidatos apoiados por ele conseguiram vencer as eleições ou avançar politicamente, o que representaria, em sua avaliação, o fortalecimento de uma agenda conservadora no continente.

Entre os políticos mencionados está o argentino Javier Milei, eleito presidente em 2023. Durante a campanha, Trump manifestou apoio público ao economista e, após a vitória, manteve uma relação próxima com o governo argentino. Os dois líderes compartilham posições sobre redução do tamanho do Estado, combate à esquerda e defesa de políticas econômicas liberais.

No Equador, Trump também declarou apoio a Daniel Noboa, que venceu a eleição presidencial de 2023 e foi reeleito em 2025. O governo americano aproximou-se da administração equatoriana em temas como segurança, combate ao tráfico internacional de drogas e controle da imigração.

Na Bolívia, o apoio de Trump foi direcionado a Rodrigo Paz, que venceu a eleição presidencial de 2025. A disputa marcou uma mudança no cenário político do país após quase duas décadas de predominância do Movimento ao Socialismo, partido ligado ao ex-presidente Evo Morales e ao ex-presidente Luis Arce.

Em Honduras, Trump declarou apoio a Nasry Asfura antes da eleição presidencial. O político, associado ao Partido Nacional, apresentou uma plataforma voltada à segurança pública, à aproximação com os Estados Unidos e ao combate ao crime organizado. O resultado hondurenho também foi tratado pelo presidente americano como parte de uma sequência de vitórias de candidatos alinhados a sua política externa.

A afirmação de Trump, no entanto, depende de quais candidaturas são consideradas oficialmente apoiadas por ele. Em alguns casos, o presidente americano fez endossos formais e explícitos. Em outros, apenas elogiou os políticos, recebeu-os na Casa Branca ou manifestou concordância com suas propostas. Essa diferença é relevante para avaliar a abrangência da declaração.

O envolvimento de Trump nas eleições latino-americanas ocorre em um momento de maior disputa pela influência política e econômica dos Estados Unidos na região. A administração republicana tem priorizado temas como imigração, segurança, comércio e contenção da presença da China, especialmente em setores estratégicos e na infraestrutura.

O apoio americano, contudo, não determina sozinho o resultado de uma eleição. As campanhas são influenciadas por fatores internos, como a situação econômica, a segurança pública, a popularidade dos governos e a rejeição aos partidos tradicionais. Em diferentes países, os candidatos mencionados por Trump também contaram com bases eleitorais próprias e com circunstâncias políticas locais favoráveis.

Ao destacar essas vitórias, Trump busca reforçar a ideia de que sua visão política ganhou espaço fora dos Estados Unidos. A declaração também integra o esforço do presidente de apresentar seus aliados internacionais como parte de uma frente global contra governos de esquerda e políticas consideradas progressistas.

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