
O Sistema Único de Saúde (SUS) ampliou a oferta da vacina pneumocócica 20-valente, conhecida como Pneumo 20, para pessoas com 85 anos ou mais. A medida integra as estratégias de prevenção de doenças respiratórias e busca proteger a população idosa, considerada mais vulnerável a complicações provocadas pela bactéria pneumococo.
A vacina protege contra 20 sorotipos do Streptococcus pneumoniae, microrganismo que pode causar infecções como pneumonia, meningite, otite e septicemia. Em pessoas idosas, essas doenças podem evoluir de forma mais grave, especialmente quando há doenças crônicas, baixa imunidade ou necessidade de cuidados prolongados.
A ampliação da faixa etária ocorre no âmbito do Programa Nacional de Imunizações e deve ser acompanhada pelas orientações das secretarias estaduais e municipais de Saúde. A disponibilidade das doses pode variar conforme o planejamento local e o abastecimento das unidades. Por isso, a recomendação é procurar uma Unidade Básica de Saúde para confirmar a oferta e os critérios de vacinação.
Para receber a dose, o idoso deve apresentar documento de identificação e, se possível, a caderneta de vacinação. O registro anterior de vacinas contra doenças pneumocócicas também pode ser solicitado pelos profissionais de saúde para definir o esquema adequado.
A Pneumo 20 é uma vacina conjugada. Esse tipo de imunizante estimula uma resposta do sistema imunológico e amplia a proteção contra diferentes tipos de pneumococo. A indicação e o número de doses dependem da idade, do histórico vacinal e da existência de condições clínicas específicas.
Além das pessoas com 85 anos ou mais, outros grupos podem ter acesso à vacina pneumocócica por meio do SUS, conforme as regras do calendário nacional e dos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais. Entre eles estão pessoas com determinadas doenças crônicas ou condições que comprometem a imunidade. A avaliação deve ser feita por uma equipe de saúde.
A vacinação não substitui outras medidas de prevenção. A população idosa deve manter o acompanhamento médico, controlar doenças como diabetes, hipertensão e enfermidades respiratórias e seguir as campanhas de imunização contra gripe e covid-19. A atualização da caderneta é especialmente importante antes dos períodos de maior circulação de vírus respiratórios.
De acordo com as orientações gerais para vacinação, pessoas que apresentaram reação alérgica grave a uma dose anterior ou a algum componente do imunizante devem informar o fato ao profissional de saúde. Em caso de febre ou doença aguda, a equipe também poderá avaliar se a aplicação deve ser adiada.
A inclusão dos idosos com 85 anos ou mais na estratégia de vacinação amplia a proteção de uma parcela da população que apresenta maior risco de hospitalização e morte por infecções pneumocócicas. O Ministério da Saúde orienta que familiares e cuidadores auxiliem na busca pelas unidades e no acompanhamento do registro das doses.



