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Família confirma morte de modelo do DF em terremoto na Venezuela

Uma família de uma modelo brasiliense confirmou, na última sexta-feira (15), a morte da jovem em decorrência do terremoto de magnitude 7,3 que atingiu a região central da Venezuela no dia 13 de abril. A informação foi divulgada por meio de uma nota oficial publicada nas redes sociais da família, que lamentou a perda e agradeceu o apoio recebido.

A modelo, identificada como Ana Clara Oliveira, 28 anos, residia em Caracas há dois anos para trabalhar na indústria da moda local. Segundo familiares, ela estava em uma galeria comercial no momento do sismo quando foi atingida por uma estrutura de concreto que desabou. O corpo foi localizado por equipes de resgate após 48 horas de buscas intensivas.

O terremoto, que teve epicentro a 120 km de Caracas, deixou ao menos 52 mortos e mais de 300 feridos, segundo a última atualização do Centro Sismológico da Universidade do Zulia. Dezenas de edifícios desabaram, deixando milhares desabrigados. A Venezuela enfrenta desafios adicionais na resposta humanitária devido à crise econômica e à escassez de recursos básicos no país.

A família de Ana Clara confirmou que o corpo da jovem foi trasladado para Brasília, onde ocorrerá velório e sepultamento. A prefeitura do Distrito Federal informou que está em contato com autoridades venezuelanas para apoio no processo. “Ana era uma jovem talentosa e generosa. Nos solidarizamos com a tragédia e reforçamos o compromisso de assistência”, afirmou o prefeito Ibaneis Rocha.

A comunidade da moda brasileira manifestou luto nas redes sociais. A agência de modelos que representava Ana Clara em Caracas publicou uma mensagem emocionada: “Perdemos uma luz. A Ana carregava a essência da beleza e da resiliência. Nossa solidariedade à família e ao povo venezuelano”.

As causas do sismo ainda estão sendo analisadas por geólogos, mas especialistas destacam que a região é historicamente propensa a abalos sísmicos. A ONG Alerta Sísmico da Venezuela alerta para a necessidade de investimentos em infraestrutura e planejamento urbano para mitigar riscos futuros.

A modelo deixa pais, uma irmã e um círculo de amigos que organizam uma campanha solidária para apoiar os esforços de reconstrução na Venezuela. “Queríamos homenagear Ana de forma que sua memória inspire ações positivas”, disse a irmã, que lidera a iniciativa.

A tragédia reforça a importância de preparo e resiliência diante de desastres naturais. O governo federal brasileiro, por meio do Itamaraty, oferece apoio a cidadãos brasileiros afetados nos países em crise humanitária.

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