SAÚDE

Vitamina C e a preservação do cérebro na terceira idade: novas descobertas científicas

Estudos recentes sugerem que a vitamina C pode desempenhar um papel crucial na preservação da saúde cerebral em idosos. Pesquisas divulgadas na revista científica Neurobiology of Aging indicam que níveis adequados do nutriente estão associados a uma menor degeneração dos tecidos cerebrais e à redução do risco de demência.

Um estudo conduzido pela Universidade de São Paulo (USP), com dados de 2.500 participantes acima de 65 anos, revelou que indivíduos com concentrações plasmáticas elevadas de vitamina C apresentaram maior volume de matéria cinzenta e melhor desempenho cognitivo em testes de memória e atenção. A pesquisa, financiada pela FAPESP, destacou que a deficiência de vitamina C em idosos está ligada a 30% de risco adicional de desenvolver alterações neurodegenerativas.

A vitamina C atua como antioxidante, combatendo os radicais livres responsáveis pelo estresse oxidativo cerebral. Especialistas explicam que esses compostos químicos aceleram o envelhecimento neuronal e contribuem para doenças como Alzheimer. Segundo a nutricionista Dra. Maria Helena, “a suplementação combinada com uma dieta rica em frutas cítricas pode ser uma estratégia preventiva acessível e eficaz para a população idosa”.

Fontes alimentares ricas em vitamina C incluem laranja, kiwi, acerola, pimentão vermelho e brócolis. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda uma ingestão diária de 75-90 mg para adultos, dose que pode ser ampliada para até 200 mg em casos de risco cardiovascular ou neurodegenerativo. Cuidadores são orientados a monitorar a ingestão, especialmente em idosos institucionalizados, onde a deficiência de vitaminas é mais comum.

Apesar dos resultados promissores, os pesquisadores ressaltam que mais estudos são necessários para confirmar a causalidade entre a suplementação de vitamina C e a preservação cerebral. A conclusão do estudo da USP afirma que “a vitamina C não substitui tratamentos médicos já estabelecidos, mas pode complementar estratégias de prevenção em contextos de saúde pública”.

Em um cenário onde a expectativa de vida aumenta globalmente, a integração de ações nutricionais simples, como a garantia de níveis adequados de vitaminas, emerge como uma frente estratégica para enfrentar os desafios do envelhecimento cerebral.

— *Fonte: Pesquisa publicada em Neurobiology of Aging (2024) e dados da Universidade de São Paulo.*

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