
O orçamento do Distrito Federal para 2027 foi aprovado na terça-feira (3/10), com destaque para a previsão de contratação de 6 mil novos servidores. A proposta, que prevê uma ampliação de 12% na despesa pública em relação ao ano atual, inclui ações voltadas para áreas como educação, saúde e segurança, segundo informações divulgadas pela Secretaria de Fazenda do DF.
O projeto, que será votado no Plenário da Câmara Legislativa na próxima semana, está alinhado às metas do Plano Plurianual do governo local. De acordo com o secretário de Fazenda, Marcelo Guaraná, a contratação de servidores é “fundamental para reduzir a fila de atendimento e garantir qualidade nas políticas públicas”.
Entre as áreas com maior demanda para contratações estão a Saúde (2.500 vagas), Educação (1.800 vagas) e Segurança (1.200 vagas). O restante das vagas será distribuído entre outras secretarias, incluindo Administração, Transporte e Meio Ambiente. A seleção será realizada por meio de concursos públicos, com previsão de abertura de editais nos primeiros meses de 2027.
Críticos, no entanto, destacam o aumento da despesa com pessoal, que poderá atingir 52% do orçamento total. “A expansão do funcionalismo deve ser discutida com cautela, considerando os desafios fiscais da administração pública”, afirmou o economista Lucas Ferreira, da Universidade de Brasília (UnB). Para ele, a medida pode impactar a gestão de recursos em outras áreas estratégicas.
Aprovado por 12 dos 15 vereadores presentes na votação, o orçamento inclui também R$ 3,2 bilhões para investimentos em infraestrutura, além de R$ 1,8 bilhão destinados a programas sociais. Entre os principais projetos destacam-se a construção de novas escolas e a ampliação do serviço de transporte coletivo.
O governador do DF, Cláudio Torreão, destacou que a expansão do quadro de servidores é parte de um plano de modernização dos serviços públicos. “Queremos oferecer aos cidadãos um atendimento mais eficiente e humanizado”, afirmou em coletiva de imprensa. A proposta também prevê a digitalização de 40% dos processos administrativos até 2028.
Aprovado no contexto de eleições municipais, o orçamento enfrenta críticas de partidos da oposição, que questionam a prioridade dada à contratações em relação a investimentos em inovação. “É preciso equilibrar crescimento e eficiência, não apenas aumentar a folha de pagamento”, disse a vereadora Ana Paula Lemos (PSB).
Com a previsão de R$ 5 bilhões em receitas próprias, o orçamento do DF para 2027 será o maior da história. A meta é concluir os trabalhos de votação até o final desta semana, com publicação no Diário Oficial no próximo domingo.



