
As autoridades da Venezuela confirmaram, na manhã desta quinta-feira, 32 mortes e mais de 700 feridos decorrentes dos terremotos que atingiram a região central do país na última terça-feira. Os sismos, com epicentro em Caracas, tiveram magnitudes de 6,9 e 6,0 na escala Richter, segundo o Instituto Geofísico da Venezuela (IGV).
Segundo relatos de moradores e imagens divulgadas por veículos locais, os tremores de terra destruíram parte de prédios residenciais e comerciais, deixando milhares de famílias desabrigadas. O sistema de saúde do estado de Carabobo, uma das regiões mais afetadas, declarou estado de emergência e está operando em regime de 24 horas para atender pacientes.
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em pronunciamento transmitido na noite de quarta-feira, informou que equipes de resgate estão mobilizadas e que ajuda humanitária está sendo distribuída. “Pedimos a colaboração de todos para seguir as instruções das autoridades e garantir a segurança das pessoas”, afirmou Maduro, ao lado do ministro da Defesa, Vladimir Padrino.
Organizações internacionais, como o Cruz Vermelha e o Programa das Nações Unidas para Desenvolvimento (PNUD), já anunciaram apoio à Venezuela. O Brasil também ofereceu apoio logístico para a assistência às vítimas, segundo comunicado da embaixada brasileira em Caracas.
Os terremotos ocorreram em uma região geologicamente instável, próxima ao encontro das placas tectônicas Sul-Americana e Caribe. Especialistas alertam que novos tremores podem ocorrer nas próximas semanas, reforçando a necessidade de monitoramento constante.
Enquanto os esforços de resgate continuam, a comunidade internacional acompanha de perto a situação na Venezuela, que enfrenta uma grave crise econômica e social há anos. As autoridades locais destacam a importância de recursos e voluntários para reconstruir as áreas afetadas.
Este é o primeiro grande evento sísmico registrado no país desde 2018, quando uma sequência de terremotos atingiu a costa do estado de Sucre, também no nordeste da Venezuela.



