
Caracas – A Venezuela confirmou oficialmente 32 mortes e mais de 700 feridos após uma série de terremotos que atingiram a região central do país nas últimas 48 horas. O governo, liderado pelo presidente Nicolás Maduro, informou que as vibrações tectônicas, com magnitude de até 6,2 na escala Richter, atingiram principalmente as cidades de Caracas e Valencia, causando destruição em infraestrutura e desabamento de edifícios.
De acordo com o Serviço Geológico Venezuelano (SGV), o epicentro dos tremores foi registrado a 150 km da capital, em uma região de alta atividade sísmica. “A sequência de abalos, iniciada na madrugada de quinta-feira, está relacionada a falhas geológicas ainda mal mapeadas na região”, afirmou o instituto em comunicado.
Maduro declarou estado de emergência em 12 municípios afetados, mobilizando tropas do exército e equipes de resgate paramilitares para operações de busca e salvamento. A presidente da Cruz Vermelha Venezuelana, María Elena Pirela, destacou que mais de 20 mil pessoas estão desabrigadas, com cerca de 150 mil necessitando de assistência médica.
Entre os desafios enfrentados, destacam-se a interrupção de linhas de energia elétrica, danos a redes de abastecimento de água e a paralização de hospitais regionais. A ONU confirmou o envio de uma equipe de avaliação para apoiar os trabalhos de reconstrução. O Brasil, por meio da ajuda humanitária, anunciou o envio de kits de alívio inicial com mantas, água potável e medicamentos.
A comunidade internacional observa a crise com preocupação, especialmente após relatos de atrasos no acesso a informações oficiais. O Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) pediu transparência sobre o número real de vítimas e o impacto nas áreas mais pobres do país.
Enquanto as equipes de resgate continuam em operação, autoridades locais alertam para o risco de chuvas torrenciais nos próximos dias, que poderiam agravar o quadro de insegurança em áreas afetadas por deslizamentos.



