
O governo do Distrito Federal anuncia a conclusão de uma obra de saneamento ambiental que beneficiará mais de 20 mil moradores da região de Estrutural. O projeto, iniciado em 2022, prevê a instalação de uma rede de esgoto e drenagem em áreas antes carentes de infraestrutura básica, além da pavimentação de vias públicas e a implantação de pontos de coleta seletiva.
Segundo informações divulgadas pela Secretaria de Infraestrutura, o investimento totalizado no empreendimento ultrapassou os R$ 45 milhões, financiados por recursos do orçamento do DF e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A obra foi dividida em 12 lotes, com previsão de conclusão total para o segundo semestre de 2024.
De acordo com a secretária de Infraestrutura, Tânia Moraes, o projeto atende a uma demanda histórica da população. “Trata-se de uma iniciativa essencial para melhorar a qualidade de vida dos moradores, reduzindo riscos à saúde pública e promovendo o desenvolvimento urbano sustentável”, afirmou em coletiva na última semana.
A obra inclui a construção de mais de 25 km de rede de esgoto, beneficiando 22 bairros da região. Segundo levantamento da pasta, a implantação do sistema de coleta e tratamento de resíduos líquidos evitaria o lançamento de cerca de 10 mil litros de esgoto diários em córregos e terrenos baldios, problema que afetava principalmente as áreas de baixa renda.
Apesar do progresso, moradores ouvidos em entrevistas apontam desafios na implementação. “A obra está avançando, mas há reclamações sobre interrupções no trânsito e falta de comunicação sobre o cronograma”, relatou o comerciante Antônio Ferreira, que reside no Jardim Leblon há 15 anos. A secretaria respondeu que equipes estão realizando reuniões comunitárias para atualizar a população sobre as etapas da obra.
Para garantir a sustentabilidade do projeto, o governo também planeja a criação de um programa de educação ambiental voltado para os beneficiários. A iniciativa prevê a instalação de painéis informativos em pontos estratégicos e a realização de oficinas sobre coleta seletiva e reuso de água.
Com a conclusão das obras, o DF espera reduzir em 40% os casos de contaminação por doenças relacionadas à má qualidade da água na região. A expectativa é que o novo sistema colete até 80% do esgoto produzido na área de intervenção, um avanço significativo em relação ao índice atual de 35%.
O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios acompanha a execução das obras por meio de inspeções regulares, garantindo que o cronograma seja cumprido conforme o contratado. A fiscalização inclui a verificação da qualidade dos materiais utilizados e o cumprimento das normas de segurança do trabalho.
Enquanto a obra avança, a Secretaria de Infraestrutura informou que está analisando a possibilidade de ampliar o projeto para outras regiões do DF com demandas similares, como Samambaia e Ceilândia. “O sucesso dessa iniciativa servirá como modelo para futuras intervenções”, destacou o subsecretário de Planejamento, Carlos Eduardo Lima.
Com a implementação do projeto, Estrutural passa a figurar entre as regiões do DF com maior índice de cobertura de saneamento básico, um avanço significativo para a melhoria da qualidade de vida da população local.



