ECONOMIA

Lula entrega a Motta projeto para beneficiar MEIs

Em cerimônia realizada no Palácio do Planalto na manhã desta quarta-feira (10), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva entregou oficialmente ao ministro da Economia, Fernando Motta, o projeto que institucionaliza novas medidas de apoio às Micro e Pequenas Empresas (MEIs) no Brasil. A iniciativa faz parte do plano do governo federal para fortalecer o setor produtivo e gerar empregos no contexto da recuperação econômica pós-pandemia.

O projeto, que já está em análise no Congresso Nacional, prevê redução da carga tributária para MEIs, simplificação de processos burocráticos e ampliação de linhas de crédito com taxas subsidiadas. Segundo informações divulgadas pela equipe econômica, o benefício atingirá aproximadamente 7 milhões de empreendedores individuais que compõem o segmento.

Na solenidade, Motta destacou que as mudanças buscam “modernizar o sistema de incentivos às microempresas e criar um ambiente mais favorável ao empreendedorismo”. O ministro ressaltou que a proposta foi elaborada com base em consultas técnicas e em parceria com representantes do setor produtivo.

De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as MEIs respondem por mais de 40% do PIB nacional e empregam cerca de 30 milhões de pessoas. Apesar do peso econômico, o setor enfrenta desafios como acesso a capital, custos operacionais elevados e concorrência desigual com empresas maiores.

A entrega do projeto ocorre em um momento de intensa atividade legislativa do governo. Com o novo Congresso Nacional instalado no início do ano, o Executivo prioriza o envio de iniciativas ligadas à recuperação do mercado interno e à geração de empregos. Outras medidas, como o reajuste do salário mínimo e programas de capacitação profissional, estão em fase de elaboração.

Organizações empresariais manifestaram apoio à proposta, considerando-a uma resposta necessária às demandas do setor. A Federação Nacional de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (FBDSME) declarou que a aprovação do projeto “representará um alívio significativo para milhões de empreendedores”.

Embora o texto ainda precise ser votado por comissões especializadas, especialistas avaliam que a tramitação pode ser acelerada devido ao caráter prioritário da pauta. A expectativa é que as primeiras medidas do projeto entrem em vigor ainda no segundo semestre de 2024.

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