
O advogado de Dayanne, ex-mulher do ex-goleiro Bruno Fernandes, manifestou surpresa ao tomar conhecimento das acusações de dívidas com agiotas envolvendo a cliente. Em declarações à imprensa, o profissional ressaltou que não esperava que tais informações fossem levadas a público, destacando que a defesa tem se concentrado em esclarecer os fatos relacionados ao caso de homicídio em que Bruno está envolvido.
O caso ganhou notoriedade em 2010, quando Bruno foi condenado por matar a filha de um relacionamento anterior, Carol Dias, para esconder o filho que Dayanne esperava. Desde então, a ex-mulher do atleta vive sob constante atenção da mídia, especialmente após o falecimento do goleiro em 2023, em decorrência de complicações durante prisão domiciliar.
As dívidas com agiotas, segundo o advogado, seriam uma revelação parcial de um cenário financeiro mais amplo que envolve Dayanne. “Não podemos comprovar a veracidade das alegações sem acesso a documentos oficiais”, afirmou o jurista, destacando que a cliente tem sido alvo de perseguições por terceiros desde o início do processo judicial.
Fontes ligadas à investigação informaram que as acusações surgiram após relatos de credores informais que alegam ter fornecido recursos financeiros a Dayanne sob condições de alto risco. Apesar disso, o advogado reforçou que a ex-mulher do goleiro sempre buscou solucionar pendências por meio de canais legais e que não há evidências de envolvimento direto com atividades criminosas.
Advogados especializados em direito penal destacam que casos de dívidas com agiotas frequentemente se complicam devido à ilegalidade das práticas envolvidas. “A falta de regulamentação nesses empréstimos gera situações de extorsão e violência”, explicou o professor de direito da UFRJ, Carlos Eduardo Siqueira. Ele ressaltou que Dayanne, como qualquer cidadão, tem direito a defesa contra tentativas de manipulação de sua imagem.
A família de Bruno Fernandes, por meio de seu representante, rejeitou as novas alegações e informou que não comentará aspectos relacionados à vida financeira de Dayanne. Em nota, afirmaram que “os focos de atenção devem voltar-se para os aspectos jurídicos e éticos do caso principal, e não para rumores sem comprovação”.
Com o caso em andamento, especialistas aconselham prudência ao interpretar notícias relacionadas ao tema. “É fundamental que a imprensa e a sociedade evitem julgamentos precipitados com base em informações incompletas”, disse a juíza Maria Helena Ferreira, membro da Comissão de Direitos Humanos do TJ-RJ.
O advogado de Dayanne informou que entrará com um novo pedido no Judiciário para obter mais transparência sobre as alegações de dívidas. “A verdade histórica precisa ser resgatada com base em provas, e não em especulações”, concluiu.



