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No último final de semana, mais de 500 itens foram apreendidos em um depósito do Shopping Popular de Belo Horizonte durante uma operação conjunta das Forças Armadas e da Guarda Civil Municipal (GCM). A ação, deflagrada na tentativa de combater a venda irregular de produtos, resultou na interdição momentânea do local e na remoção de mercadorias suspeitas de não possuírem documentação adequada.

Segundo informações divulgadas pela assessoria de imprensa da GCM, a operação teve início após denúncias anônimas sobre o funcionamento irregular do depósito. Equipes da GCM, acompanhadas por representantes da Receita Federal e do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), realizaram vistorias em 12 áreas do estabelecimento. Durante a inspeção, foram encontrados produtos sem selo de segurança, sem data de validade e sem comprovação de origem legal.

Entre os itens apreendidos, estariam produtos de higiene pessoal, alimentos, brinquedos e eletrônicos. A prefeitura municipal informou que as mercadorias serão catalogadas e, após análise jurídica, serão incineradas ou doadas a instituições de caridade. “A prioridade é garantir a segurança do consumidor e a regularidade do comércio no município”, afirmou o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, durante coletiva de imprensa.

O Shopping Popular, que atua no comércio ambulante desde 1984, informou que coopera com as autoridades desde o início das investigações. Representantes do empreendimento destacaram que parte das mercadorias apreendidas eram fornecidas por terceiros e que já estão sendo adotadas medidas para evitar futuras irregularidades. “Estamos revisando nosso controle de estoque e orientando os associados sobre a importância da documentação exigida por lei”, declarou o diretor da administradora do shopping.

A operação gerou reações nas redes sociais, com consumidores questionando o impacto da ação no acesso a preços acessíveis. Organizações de defesa do consumidor destacaram a importância da fiscalização, mas também alertaram para a necessidade de políticas públicas que garantam o acesso a produtos seguros e baratos para a população de baixa renda. “A fiscalização é vital, mas não pode penalizar os mais vulneráveis”, afirmou coordenador de uma ONG de defesa do consumidor.

Com mais de 150 colaboradores e atendimento diário a cerca de 3 mil pessoas, o Shopping Popular é um dos maiores centros de comércio popular da região metropolitana. A prefeitura informou que manterá fiscalizações periódicas no local, mas ressaltou que a operação não comprometerá o funcionamento do empreendimento. O retorno das atividades está previsto para a próxima semana após a conclusão do processo de limpeza do depósito.

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