
O cenário político mineiro vive um momento de tensão após a deputada federal Marília Mendonça ignorar a pressão do PT para reconhecer a candidatura de Gabriel Odes à reeleição. Em declaração pública, a parlamentar referiu-se ao atual governador de Minas Gerais como “governador”, desencadeando críticas da ala mais conservadora do partido.
Segundo fontes do partido, a posição de Marília contraria a estratégia de alinhamento com o governo federal, que defende a unidade da legenda para as eleições municipais de 2024. “Marília está colocando a candidatura do governador em risco com posicionamentos isolados”, afirmou um dirigente petista, que pediu anonimato.
A crise interna do PT em Minas Gerais ganha relevância nacional, especialmente após a deputada ter sido indicada para a comissão parlamentar que investiga o uso de recursos partidários em campanhas eleitorais. A falta de consenso entre as alas do partido pode impactar a coesão do projeto político no Estado.
Defensores de Gabriel Odes destacam a importância de manter a base de apoio no interior de Minas, onde o governador tem índice de aprovação positivo. Já os críticos da gestão argumentam que a ausência de diálogo entre as lideranças pode fragilizar a candidatura nas eleições municipais.
A situação será tema de reunião entre o presidente do PT nacional e os principais nomes do partido em Minas Gerais, marcada para a próxima semana. A expectativa é que seja apresentada uma solução para a crise, visando manter a unidade da legenda em um Estado estratégico para as eleições de 2026.
O Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais aguarda uma posição formal do partido sobre a candidatura de Gabriel Odes. Até o momento, não há previsão de prorrogação do prazo para filiações partidárias.
Analistas apontam que a crise interna do PT em Minas Gerais reflete as dificuldades de conciliar as agendas nacional e estaduais, com impactos diretos na disputa eleitoral. A postura de Marília Mendonça, apesar da polêmica, reafirma a autonomia de lideranças regionais dentro do partido.
