
Um novo projeto de saneamento básico, anunciado pela Secretaria de Infraestrutura Urbana do Distrito Federal, entrará em execução no segundo semestre de 2024 na região da Estrutural, beneficiando mais de 20 mil moradores. A obra, orçada em R$ 42 milhões, incluirá a construção de 20 km de redes de esgoto e drenagem superficial, atendendo a uma demanda histórica da comunidade local.
De acordo com informações divulgadas pelo governo, a iniciativa faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 3), com recursos do Ministério do Desenvolvimento Regional. A previsão é que as obras sejam concluídas em 18 meses, com execução dividida em duas fases: a primeira focada na região do Setor Habitacional João XXIII, e a segunda abrangendo o Setor Habitacional Jardim Cerejeira.
“Essa obra é uma resposta direta às reclamações constantes dos moradores sobre inundações crônicas durante a estação chuvosa”, afirmou o secretário adjunto de Infraestrutura Urbana, Carlos Alberto de Souza. “Além de resolver questões técnicas, o projeto visa reduzir o risco de doenças ligadas a esgotos irregulares e melhorar a qualidade de vida dos cidadãos”, complementou.
A região da Estrutural, uma das zonas urbanas mais populosas do DF, enfrenta desafios estruturais devido à falta de planejamento urbano desde a década de 1980. Segundo dados da Secretaria de Infraestrutura, menos de 35% da população contava com coleta sanitária adequada em 2022. O novo projeto prevê a implantação de 42 poços de visita, 15 km de tubulação de drenagem e 5 km de redes de esgoto.
O secretário municipal de Saúde do DF destacou que a obra terá impactos diretos na redução de casos de leptospirose e outras enfermidades associadas à má gestão de resíduos. “Estudos epidemiológicos apontam que regiões com infraestrutura de saneamento defasada registraram 40% mais infecções hospitalares em comparação com bairros com redes adequadas”, informou.
Os moradores da Estrutural manifestaram apoio ao projeto em assembleias comunitárias. “Esperamos há mais de 40 anos por uma solução”, disse Maria Helena dos Santos, moradora há 25 anos no Setor Jardim Cerejeira. “Mesmo com os inconvenientes da construção, acreditamos que será um avanço significativo”, afirmou.
O governo federal destacou que a obra seguirá padrões de engenharia ambiental, com prioridade para materiais sustentáveis e técnicas de drenagem superficial que preservem o aquífero regional. A Secretaria de Infraestrutura informou que contratará empresas com certificação de responsabilidade socioambiental para a execução dos serviços.
A licitação para a primeira fase do projeto está prevista para ocorrer em junho de 2024, com a expectativa de que as obras iniciem no segundo semestre. O governo destacou que disponibilizará um canal de comunicação específico para atualizações sobre o andamento da obra.



