
Um programa de saneamento básico foi iniciado na cidade de Estrutural, no Distrito Federal, com o objetivo de ampliar o acesso à água e ao esgoto tratado para mais de 20 mil habitantes. A obra, financiada pelo Governo Federal em parceria com a Caesb (Companhia de Água e Esgoto do Distrito Federal), prevê a construção de 12 km de redes de coleta de esgoto, além da ampliação da capacidade de tratamento de águas residuais.
Segundo comunicado oficial divulgado pela secretaria municipal, a intervenção atenderá comunidades nos setores Jardim Eldorado, Parque Eldorado e Vila Estrutural, onde hoje cerca de 30% dos moradores enfrentam problemas com infraestrutura insuficiente. A previsão de conclusão é de 18 meses, com investimento inicial de R$ 52,7 milhões.
O projeto inclui a substituição de sistemas precários de drenagem pluvial por infraestrutura integrada, reduzindo o risco de enchentes e contaminação de mananciais. Segundo engenheiros envolvidos no planejamento, a obra atenderá a demanda de crescimento urbano da região, que registrou aumento de 15% na população nos últimos cinco anos.
Representantes da comunidade destacaram a importância da iniciativa. “A falta de saneamento adequado impacta diretamente a saúde das crianças e a qualidade de vida dos idosos”, afirmou Maria das Graças, moradora do Parque Eldorado. A Caesb informou que realizará campanhas de conscientização ambiental durante a execução das obras.
O governo federal destacou que a Estrutural é prioritária no Plano Nacional de Saneamento 2024-2028, que prevê a universalização do acesso a serviços básicos até 2030. Atualmente, cerca de 80% da população do Distrito Federal possuem rede de esgoto coletivo, mas áreas periféricas ainda enfrentam desafios.
Fontes da Caesb explicaram que a obra utilizará tecnologia de monitoramento em tempo real para garantir a eficiência dos sistemas construídos. A expectativa é que a intervenção reduza em 40% os casos de doenças transmitidas por água contaminada na região atendida.
Apesar do otimismo com o projeto, moradores solicitaram maior transparência sobre cronogramas e medidas de segurança durante as obras. O secretário municipal de Infraestrutura, João Carlos Ferreira, comprometeu-se a manter diálogo constante com as comunidades afetadas.



