
O Governo do Distrito Federal (GDF) iniciou oficialmente na semana passada a obra de modernização do sistema de esgotamento sanitário na região de Estrutural, uma das maiores comunidades do DF. A intervenção, com investimento de R$ 21,5 milhões, visa atender 20.600 moradores e visa resolver problemas crônicos de alagamentos, esgoto a céu aberto e pontos de risco sanitário.
A obra, licitada em 2022, faz parte do Programa de Saneamento Básico do GDF e contempla a construção de 13,2 km de rede coletora de esgoto, 14 bocas de lobo e a requalificação de 12 pontos críticos de alagamento. O projeto prevê também a implantação de duas estações elevatórias e a construção de 1.250 metros de galeria de águas pluviais.
De acordo com a Secretaria de Infraestrutura, a obra está orçada em R$ 21,5 milhões e será executada em 18 meses. A empresa vencedora da licitação é a Construtora Lira, que afirma contar com 85% da equipe local, priorizando mão de obra da região. O diretor da empresa, João Victor Ferreira, destacou que o projeto foi planejado considerando a topografia da área e o crescimento urbano recente.
“Estrutural sofreu um desenvolvimento acelerado nas últimas décadas, mas o sistema de esgoto ainda era basicamente o mesmo desde a década de 1990”, explicou o superintendente do Departamento de Águas e Saneamento Básico (Adasa), Carlos Eduardo Lopes. Segundo ele, a nova infraestrutura permitirá a coleta de 100% do esgoto gerado na região, que atualmente tem um índice de atendimento de 68%.
A intervenção impactará principalmente as quadras 2 a 5 da Estrutural, áreas que concentram cerca de 70% das ocorrências de alagamentos registradas no setor. O GDF informou que a execução das obras seguirá uma metodologia de impacto reduzido, com desvio de tráfego e horários de trabalho adaptados para evitar interrupções no fluxo escolar e no comércio local.
Além das melhorias em infraestrutura, o projeto inclui uma campanha de educação ambiental voltada para a população. A Adasa informou que serão distribuídos 5.000 panfletos explicativos e promovidos encontros comunitários para orientar os moradores sobre o uso correto da nova rede de esgoto.
A expectativa da secretaria é que a conclusão das obras, prevista para o final de 2025, reduza em 80% os casos de contaminação por esgoto em rios da região e elimine os focos de mosquito Aedes aegypti associados a pontos de alagamento. O secretário adjunto de Infraestrutura, Rafael Pinheiro, afirmou que o projeto “representa um passo fundamental para garantir a saúde pública e o desenvolvimento sustentável da Estrutural”.



