
No fim de semana, o Brasil enfrentou mais uma derrota na Liga das Nações de Voleibol, perdendo para a Itália por 3 a 2 (25-23, 20-25, 20-25, 25-19, 15-11) no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo. Foi o segundo revés consecutivo para a equipe nacional, que agora enfrenta uma fase delicada na competição, classificatória para o Campeonato Mundial de 2025.
A Itália, líder do Grupo 1, demonstrou superioridade no último set, aproveitando bloqueios eficazes e erros na defesa brasileira. O destaque da partida foi o oposto Paolo Nicolai, com 28 pontos, enquanto o brasileiro Thales Roberto, artilheiro da equipe, anotou 24. Apesar da derrota, o Brasil manteve a terceira colocação na chave, com 9 pontos em 5 jogos.
O técnico argentino Ramón Pagani destacou a importância de corrigir falhas individuais: “Precisamos ser mais disciplinados em detalhes, como passes e bloqueios. A Itália é uma equipe experiente, mas acreditamos na evolução do time”, afirmou em coletiva após o jogo. A equipe volta a atuar na próxima semana contra a França, em partida válida pela etapa final da Liga das Nações.
Com as duas derrotas recentes, o Brasil agora depende de resultados positivos em confrontos diretos para se classificar para a terceira fase da competição. A Liga das Nações, que reúne 24 seleções, é um dos principais testes para o time em busca de preparação para os Jogos Olímpicos de Paris 2024, onde a equipe busca medalha.
Para os fãs do esporte, a sequência de resultados traz preocupações. “A expectativa era alta, mas o time precisa ajustar o ritmo. A Itália é uma potência e vencer é difícil, mas não esperávamos essa dificuldade”, comentou o analista esportivo Carlos Eduardo, da Rede Globo. A partida foi transmitida ao vivo, com picos de audiência de 1,2 ponto na Grande São Paulo, segundo dados da Nielsen.
O calendário da Liga das Nações segue apertado: o Brasil enfrenta a França no dia 15 de junho, em Paris, e encerra a fase eliminatória no dia 20 contra a Polônia. A classificação dependerá de vitórias e da performance de equipes do grupo. Enquanto isso, o torcedor mantém a torcida: “Confiemos no trabalho dos jogadores. A recuperação pode vir a qualquer momento”, afirmou um seguidor em rede social.
A competição, organizada pela Federação Internacional de Voleibol (FIVB), reúne seleções de todos os continentes em formato de torneio por grupos. O Brasil, campeão mundial de 2018, busca reafirmar seu lugar entre as potências do esporte, mas enfrenta desafios tanto esportivos quanto organizacionais, como a formação de uma base de atletas para o futuro.



