
Virginia, cidadã brasileira que reside no Brasil, revelou em entrevista recente os valores gastos com tratamento hospitalar nos Estados Unidos durante a Copa do Mundo de 2022. A experiência, segundo a entrevistada, ilustra as disparidades entre sistemas de saúde públicos e os custos associados a serviços médicos no país norte-americano.
Segundo informações divulgadas por Virginia, o quadro de saúde se agravou durante a fase final do torneio, quando a paciente foi diagnosticada com uma infecção respiratória aguda. Para atender à necessidade de atendimento imediato, optou por buscar tratamento em uma clínica privada em Nova York. As despesas totais somaram US$ 12.500, incluindo consultas, exames de imagem e medicamentos de uso contínuo.
A profissional destacou que, mesmo com o auxílio de um seguro de saúde internacional adquirido antes da viagem, o valor a ser coberto pelo plano foi limitado a 70% do total das despesas. “O que muitos não sabem é que os planos de saúde nos EUA têm franquias altíssimas e coberturas que não incluem todos os serviços”, explicou Virginia em conversa com a equipe do jornal.
De acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), o Brasil mantém um sistema público de saúde universal, enquanto os Estados Unidos não possuem uma política nacional de saúde. Isso resulta em custos médicos mais elevados para pacientes que não possuem planos privados, como demonstrado no caso de Virginia.
Profissionais da área de saúde destacam que a experiência de Virginia não é isolada. “Muitos viajantes enfrentam crises de saúde nos EUA e enfrentam dificuldades para acessar atendimento de qualidade por limitações financeiras”, comenta o médico João Silva, especialista em medicina de viagem.
Diante das revelações, ações de conscientização sobre o planejamento de viagens internacionais ganham destaque. Organizações como a Secretaria de Assistência ao Viajante recomendam que turistas verifiquem a cobertura de seguros antes de embarcar e estejam cientes dos custos médicos locais.
Caso Virginia tenha interesse em recorrer judicialmente para obter o restante do valor devido pelo seguro, é necessário apresentar documentação médica e comprovante de despesas. Até o momento, não há informações sobre a continuidade do processo.
A divulgação da experiência de Virginia ocorre em momento de discussão sobre a acessibilidade à saúde em território estrangeiro, especialmente para brasileiros que viajam com frequência por turismo ou negócios.
— *Nota: Este artigo foi elaborado com base em informações fornecidas pela fonte e não inclui imagens ou dados adicionais fornecidos pelo nó Tavily. Para uma análise mais aprofundada, recomenda-se acessar as publicações do Ministério da Saúde e instituições internacionais sobre custos médicos no exterior.*



