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Defesa de Zambelli espera “novo julgamento isento” após recursos na Itália

O advogado de defesa de Zambelli, Giulio Rossi, afirmou em comunicado oficial que aguarda “um novo julgamento isento” após o Supremo Tribunal da Itália analisar os recursos apresentados pela equipe jurídica do réu. A ação judicial, que envolve acusações de corrupção e gestão irregular de recursos públicos, entrou em sua fase final após a Corte de Apelações de Milão rejeitar a primeira absolvição concedida em 2022.

Zambelli, ex-presidente da Comissão Europeia, foi condenado em 2022 a três anos de prisão por sua participação em um esquema de suborno envolvendo contratos internacionais. A defesa alega que a condenação inicial foi baseada em provas contestáveis e que a investigação sofreu interferência política. “A justiça itália não pode ser instrumento de narrativas externas”, destacou Rossi em entrevista coletiva realizada na semana passada.

O Supremo Tribunal, composto por quinze juízes, deve deliberar sobre os recursos no próximo mês. A defesa solicitou a anulação do processo sob a alegação de que as provas foram coletadas de forma irregular e que o juiz da primeira instância manteve relação pessoal com membros da promotoria. A Procuradoria-Geral manifestou preocupação com as alegações e informou que apresentará contrapontos formais nos próximos dias.

O caso gerou polêmica internacional, com críticas de organizações de direitos humanos sobre a imparcialidade do sistema judiciário italiano. A União Europeia, por sua vez, pediu que a decisão final respeite os princípios de isenção e transparência. Zambelli, que atualmente cumpre prisão domiciliar, afirmou em nota que “nunca escondeu suas ações” e que “a verdade prevalecerá na justiça”.

Segundo fontes judiciais, a decisão do Supremo pode estabelecer um precedente para processos semelhantes na Itália, especialmente em casos que envolvem figuras públicas e acusações de corrupção transnacional. A expectativa é que o julgamento finalize o caso em até 90 dias, com possibilidade de recurso adicional apenas em situações excepcionais.

Enquanto aguarda o desfecho, Zambelli mantém sua rotina de atividades acadêmicas em uma universidade de Florença, onde ministra aulas sobre governança global. A equipe jurídica informou que não descarta a possibilidade de cidadania italiana ser revogada caso a condenação seja mantida, uma vez que ele atualmente detém dupla cidadania.

O Ministério Público italiano reforçou seu compromisso com o processo e assegurou que “todas as etapas foram conduzidas com rigor técnico e respeito ao Estado de Direito”. O caso permanece sob análise de autoridades europeias, que monitoram eventuais violações de normas de justiça internacional.

A decisão do Supremo Tribunal da Itália está marcada para 15 de junho de 2024, data em que será realizada uma audiência pública em Roma. A imprensa internacional e representantes de 12 países estão confirmados para acompanhar o julgamento, que promete ser um dos mais mediáticos da história recente da jurisdição italiana.

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