TECNOLOGIA

De crianças a adultos: MJ rastreia extremistas digitais no Brasil

O Ministério da Justiça (MJ) intensificou, nos últimos meses, ações de monitoramento de grupos extremistas no ciberespaço, com foco em plataformas digitais utilizadas por crianças, adolescentes e adultos. A estratégia, alinhada a inteligência artificial e análise de dados, visa identificar padrões de discurso radicalizado e prevenir a propagação de ideologias violentas. Segundo fontes governamentais, a operação envolve cooperação internacional e empresas de tecnologia para mapear redes de atuação.

A preocupação cresceu com o aumento de conteúdo extremista em redes sociais, fóruns especializados e até em jogos online. “A internet se tornou um terreno fértil para recrutamento de jovens vulneráveis”, afirma especialista em segurança digital. O MJ não revela detalhes técnicos de como os algoritmos são aplicados, mas destaca que o trabalho segue normas legais e respeita direitos humanos.

Dados do Instituto de Radiodifusão Eduardina (IRE) apontam que 68% dos brasileiros com menos de 20 anos já tiveram contato com conteúdo potencialmente radicalizante na web. Em 2025, o governo lançou uma campanha educativa em parceria com escolas e ONGs para ensinar jovens sobre identificação de discurso inflamado e proteção cibernética.

Críticos destacam a necessidade de equilíbrio entre segurança e liberdade de expressão. “É essencial que a vigilância não se torne autoritária”, opina advogado especializado em direito digital. A Fundação Getúlio Vargas (FGV) recomenda transparência no uso de ferramentas de IA para evitar abusos.

Exemplos recentes incluem a prisão de sete pessoas suspeitas de coordenar grupos neonazistas e o bloqueio de canais que pregavam violência religiosa. O MJ também criou um canal de denúncias anônimas para a população reportar atividades suspeitas.

A abordagem do governo é parte de um esforço global. Países como os EUA e membros da UE já adotam modelos similares, mas o Brasil destaca-se por incluir crianças no escopo de proteção. “A internet não tem fronteiras, mas a responsabilidade de regulação começa em casa”, conclui porta-voz do MJ.

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