COTIDIANO

Polícia prende suspeitos de atacar tenente, irmão de Eloá

O Departamento de Homicídios da Polícia Civil prendeu na madrugada de ontem três suspeitos de atacar com armas de fogo o tenente do Exército, identificado como Elias Penteado, irmão da ex-ministra da Saúde Eloá Penteado. O caso ocorreu em uma residência na Zona Sul do Rio de Janeiro, onde o militar teria sido surpreendido por um grupo armado.

Segundo o coordenador da operação, delegado Rafael Moura, a ação foi baseada em informações obtidas após investigações sobre um possível desacordo entre Elias Penteado e traficantes do bairro. “A motivação ainda está sendo apurada, mas há indícios de que o ataque estaria ligado a uma disputa territorial entre facções criminosas”, afirmou Moura em coletiva de imprensa.

Os suspeitos, que teriam usado veículos não identificados para fugir do local, foram encontrados em um apartamento na Barra da Tijuca após uma perseguição de 45 minutos. Com eles, a polícia apreendeu duas pistolas, munição e um rádio comunicador. “Encontramos documentos que indicam a ligação dos acusados com uma organização criminosa atuante no Rio”, complementou o delegado.

O tenente Elias Penteado, com 38 anos de idade, está internado na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Municipal Souza Aguiar com ferimentos na perna e no tórax. Seu estado é considerado estável, segundo o Hospital. A família decidiu não conceder entrevistas, mas agradeceu publicamente ao Corpo de Bombeiros e ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

Essa ação reforça o aumento de operações policiais em regiões com alto índice de violência. Em janeiro deste ano, o Rio de Janeiro registrou 212 homicídios dolosos, uma média de 7 por dia, segundo levantamento do Instituto de Segurança Pública. Autoridades afirmam que a ampliação do efetivo e o uso de inteligência artificial estão entre as estratégias para reduzir a criminalidade.

O caso será levado ao Tribunal do Júri, considerando a gravidade dos crimes. O Ministério Público informou que analisará a possibilidade de prisão preventiva dos acusados. “A investigação está em andamento, e novas informações serão divulgadas à medida que forem obtidas”, concluiu o promotor de justiça Leonardo Freitas.

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