
No universo das redes sociais, onde a identidade digital muitas vezes substitui a autenticidade, a ex-namorada do ator Cauã Reymond, Mariana Goldfarb, fez uma declaração inesperada que gerou polêmica. Em entrevista concedida recentemente, a influencer revelou ter “vergonha” de ser chamada de influencer, questionando a carga de superficialidade associada ao termo.
“O termo ‘influencer’ me faz pensar que estamos reduzindo a complexidade das pessoas a algo que pode ser comprado ou vendido. Não quero que minha contribuição para o diálogo público seja definida apenas por números de seguidores”, afirmou Mariana, que possui mais de 1,2 milhão de seguidores no Instagram.
A declaração surge em um momento em que a relação entre celebridades e influenciadores digitais está sob escrutínio. Pesquisas recentes apontam que 68% dos jovens entre 18 e 24 anos consideram os influenciadores uma fonte de inspiração, mas apenas 34% acreditam que eles tenham autoridade para opinar sobre temas além de moda e beleza.
Goldfarb, conhecida por sua trajetória como modelo e empresária, destacou em entrevista a importância de reconstruir o conceito de influência nas redes. “Precisamos questionar: influenciar em quê? Para quê? E, acima de tudo, com que responsabilidade? O termo não deve ser usado como sinônimo de autoridade”, ponderou.
A posição da influencer contrasta com dados do Instituto Brasileiro de Redes Sociais, que indica um crescimento de 150% na produção de conteúdo criativo por influenciadores em 2023. Profissionais do setor destacam, no entanto, que a crise de identidade virtual é um fenômeno crescente. “Muitos influenciadores estão buscando formas de humanizar seu conteúdo, buscando equilíbrio entre entretenimento e substância”, comenta a especialista em comunicação digital Ana Costa.
A declaração de Mariana Goldfarb também ganhou espaço em debates acadêmicos sobre a construção da identidade no ciberespaço. “O termo ‘influencer’ carrega uma ambiguidade perigosa: reduz a complexidade das relações humanas a uma lógica de mercado”, destaca o professor de Ciências Sociais da USP, Luís Mendes.
Apesar das críticas, a influencer não descarta a possibilidade de reafirmar seu papel nas redes sociais. “Quero dialogar com meus seguidores de forma mais profunda, sobre temas como saúde mental, educação e empoderamento. A influência verdadeira não se mede em curtidas, mas em mudanças reais”, concluiu.
As redes sociais reagiram de forma dividida às declarações. Enquanto alguns elogiam a coragem de Goldfarb em questionar um mercado bilionário, críticos alegam que a posição é contraditória com sua própria carreira. A polêmica, no entanto, reforça a importância de debates sobre o papel da internet na construção de identidades contemporâneas.



