
O Instituto Estadual do Ambiente (Inea) interditou, na última semana, uma área de extração ilegal de minério na região serrana do estado do Rio de Janeiro, após operação conjunta com a Policia Ambiental. A ação resultou na apreensão de 12 equipamentos utilizados para a mineração ilegal, incluindo motoniveladoras e britadeiras, e na proibição do uso do local até que sejam apresentadas licenças ambientais válidas.
Segundo informações do Inea, a atividade irregular ocorria em uma região de preservação ambiental, causando danos à fauna, flora e ao rio local, que abastece comunidades próximas. A operação, iniciada às 07h do dia 12 de outubro, envolveu cerca de 30 agentes ambientais e policiais. “Encontramos evidências de drenagem de minério e desmatamento em áreas protegidas”, afirmou o coordenador de fiscalização do Inea, Carlos Mendes.
A mineradora responsável pela atividade ilegal foi identificada e notificada por infrações ambientais que podem resultar em multas que ultrapassam R$ 2 milhões. O Inea destacou que as licenças para atividades de mineração na região não foram renovadas desde 2021, configurando irregularidade. A empresa teria usado meios alternativos para driblar a fiscalização, segundo consta no relatório da operação.
Segundo dados da Secretaria Estadual de Meio Ambiente, mais de 50% das áreas licenciadas para mineração no Rio são atualmente exploradas de forma irregular. A prática causa erosão, poluição por mercúrio e degradação de cursos d’água, impactando diretamente a biodiversidade local. Organizações ambientalistas destacaram a necessidade de reforçar a fiscalização, já que áreas de preservação são frequentemente alvos de atividades ilegais.
Após a interdição, o Inea iniciará processo de recuperação da área afetada, com ações de reflorestamento e monitoramento contínuo. “A recuperação ambiental é um passo crucial para mitigar os danos causados”, afirmou o secretário estadual do Meio Ambiente, Luiz Geraldo. A operação também inclui a notificação de todos os proprietários de terras na região para que apresentem documentação de uso do solo.
Esse caso reforça a importância da cooperação entre órgãos públicos e a comunidade para preservar o patrimônio natural do estado. O Inea reafirmou que manterá operações similares em outras regiões do Rio, com o objetivo de combater a mineração ilegal e proteger ecossistemas frágeis.



